21/03/2008

Xico Sá e José Luiz Fiorin conversam sobre o Uso de Estrangeirismos na Língua Portuguesa

“Para Inglês Ver”será realizado no Sesc 24 de Maio

Na quarta-feira (26), às 17h, o Sesc 24 de Maio – Espaço Transitório realizará o bate-papo “Para Inglês Ver”. O jornalista Xico Sá e o professor de Lingüística José Luiz Fiorin conversarão sobre o uso de estrangeirismos na língua portuguesa.

A idéia é debater o constante uso de palavras estrangeiras no cotidiano, seus aspectos positivos e negativos. Se para muitos o estrangeirismo é uma conseqüência natural da crescente globalização, para outros ele é uma agressão à língua portuguesa.

O assunto é tão polêmico que o deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP) criou um projeto de lei que limita o uso de palavras estrangeiras. A proposta foi aprovada na Câmara e aguarda votação no Senado. Se virar lei, o Brasil passará a ter um glossário oficial de aportuguesamento e todo vocábulo estrangeiro, quando publicado na imprensa ou em anúncios publicitários, terá de vir acompanhado de um correspondente em português.

Até o músico Zeca Baleiro fez uma canção sobre o tema. “Samba do Approach” tem versos escritos em português e inglês. “Meu temperamento é light, minha casa é hi-tech, toda hora rola um insight” diz a letra.

Mas engana-se quem acha o assunto novidade. Assim como hoje políticos e lingüistas criticam o uso da língua inglesa, intelectuais de 1920 já manifestavam seu ódio pelo uso de vocábulos não oriundos do português. Na época, o alvo dos pensadores era o uso que a burguesia fazia do francês e o macarrônico português falado pelos italianos.

Alguns dos vocábulos rechaçados pelos intelectuais passariam desapercebidos pelos cidadãos do século 21: utilizar palavras como "sucesso" ou o verbo "constatar", por exemplo, era considerado pecado. Para eles uma forma de aportuguesar desnecessariamente termos franceses como “succès” e “constater”. A idéia central desses intelectuais era a de que a língua portuguesa era auto-suficiente e não necessitava de palavras de outros idiomas.

Além de jornalista, Xico Sá é escritor e roteirista. Começou sua carreira no Recife e é atualmente colunista dos jornais Folha de São Paulo, Diário de Pernambuco e Diário do Nordeste. É autor dos livros “Modos de macho & Modinhas de fêmea”, “Divina Comédia da Fama” e “Nova Geografia da Fome”. No cinema, foi co-roteirista do longa-metragem “Deserto Feliz”, de 2007, dirigido por Paulo Caldas. Na música, foi baterista do grupo Anjos do Klee, além de ter várias parcerias com o Mundo Livre S/A.

José Luis Fiorin é professor do Departamento de Lingüística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). É doutor em Lingüística pela mesma universidade (1983). Trabalha na área de Lingüística, com ênfase em Teoria e Análise Lingüística, atuando principalmente nos seguintes temas: enunciação, estratégias discursivas, procedimentos de constituição do sentido do discurso e do texto, produção dos discursos sociais verbais, sobre os quais tem vários livros e artigos publicados. Foi representante da área de Letras e Lingüística na Capes e membro do Conselho Deliberativo do CNPQ.

A entrada é gratuita, com 80 lugares. O endereço do Sesc 24 de Maio é Rua Dom José de Barros, 178, esquina com a Rua 24 de Maio. Mais informações pelo telefone 3224-8638 ou pelo portal http://www.sescsp.org.br

Serviço:
Para Inglês Ver
Sesc 24 de Maio – Espaço Transitório
Onde: Rua Dom José de Barros, esquina com a 24 de Maio
Quando: Quarta-feira, dia 26 de março, às 17h
Entrada Gratuita – 80 Lugares
Duração: 50 Minutos
Fone: 3224-8638


(Envolverde/Assessoria)

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