Xadrez nas escolas
Há quem diga que o xadrez descenda do Chaturanga, um jogo de guerra indiano do século VI. Mas também existem indícios de que tenha surgido na China do século III a.C. Independente da origem, a verdade é que este jogo de tabuleiro conquistou o mundo e hoje se consolida como uma importante ferramenta pedagógica.
De acordo com Cristiana Fiusa Carneiro, professora de xadrez do Colégio Santo Américo, de São Paulo, onde dá aulas para crianças e jovens do 2.º ano do ensino fundamental até o 2.º ano do ensino médio, “a análise, a prática e o ensino do xadrez predispõem à previdência, ser zeloso com cada decisão e compromisso assumidos e ao exercício do cálculo antecipado de possibilidades, clarividência. Muitos pedagogos acreditam que uma parcela dessas qualidades possa ser transferida e usada em outros campos de atividade, ou na vida do jogador de forma geral”.
Ela acrescenta ainda que o xadrez é considerado como uma espécie de “espelho da vida”, permitindo ao jogador vivenciar, na evolução da partida, situações gerais e específicas bem semelhantes às da vida real. Dessa forma, um grande número de habilidades mentais como imaginação, memória, pensamento lógico, reconhecimento de padrões, perseverança, autoconhecimento, organização e motivação deve ser aprimorado para propiciar algum sucesso especial ao enxadrista.
(Envolverde/Nota 10)