Universidade monitora avanço de Blumenau
Por Alan Infante, do PNUD
A região catarinense de Blumenau, a terceira mais populosa do Estado, passa a contar com a contribuição de professores e mestrandos de uma universidade local para avançar nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O apoio é resultado da criação do Observatório do Desenvolvimento Regional de Blumenau, que pretende acompanhar a implantação do plano de desenvolvimento da região administrativa e estimular seus alunos a produzirem trabalhos de pesquisa que contribuam com o progresso local.
O observatório — criado pela FURB (Universidade Regional de Blumenau) com o apoio do PNUD — tem basicamente duas tarefas: disponibilizar dados atuais da região, compilados em uma única plataforma e analisados por professores especializados no tema em questão; e incentivar os alunos do curso de mestrado em Desenvolvimento Regional a produzirem pesquisas que ajudem a aprofundar o conhecimento sobre a realidade local. A idéia é que esses materiais, que ficam disponíveis no site do observatório, sirvam de subsídio para a elaboração de políticas públicas e permitam monitorar a execução do plano de desenvolvimento regional.
“A criação do observatório é uma maneira de convergir para um mesmo lugar toda a produção acadêmica voltada ao desenvolvimento de Blumenau”, explica a coordenadora do projeto, a professora Claudia Siebert. Para facilitar a consulta das teses elaboradas pelos mestrandos, os trabalhos serão separados de acordo com os Objetivos do Milênio ao qual estão relacionadas. “Não faz sentido que esse material fique trancado na universidade, ele deve ficar disponível para a sociedade”, defende. “São pesquisas que avaliam, por exemplo, o impacto de políticas públicas. É importante divulgar esse tipo de trabalho, porque às vezes mesmo os vereadores desconhecem o impacto desses programas”, completa.
Na outra frente de atuação do observatório, o monitoramento do Plano de Desenvolvimento Regional de Blumenau será feito por uma equipe de professores e pesquisadores designada pela universidade. Eles farão o levantamento dos dados que permitam avaliar a evolução das ações previstas. “Se o plano identificou um gargalo no setor de transporte e que a solução é duplicar um rodovia, vamos verificar o que já foi feito, se os recursos necessários já foram liberados etc.”, afirma Claudia. “Nesse caso, a apuração dos dados será feita basicamente pela internet e telefone. O observatório não vai a campo”.
Além de disponibilizar em um único lugar informações sobre diversas áreas, o observatório vai analisar os números. “Levantamos os dados e consultamos algum professor especialista no assunto para obter uma avaliação. Porque não adianta colocar no ar um monte de tabelas sem dizer o que os números significam”, diz a coordenadora.
O observatório de Blumenau marca uma aproximação maior entre a universidade e as ações em prol dos Objetivos do Milênio, segundo o gerente do escritório regional do PNUD em Santa Catarina, Valério Turnes. “É um projeto que agrega todo o potencial de pesquisa acadêmica e experiência na análise de casos às ações para o desenvolvimento de Blumenau”, afirma. De acordo com ele, a intenção é fazer parcerias com outras sete universidades para criar uma rede de oito observatórios em todo o Estado, um em cada mesorregião.
A implantação do observatório em Blumenau é a primeira iniciativa concreta de uma parceria firmada na semana passada entre o PNUD e a FURB. A cerimônia para assinatura do convênio contou com a presença do governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, do reitor da universidade, Egon Schramm e da diretora do projeto Meu Lugar (http://www.cidadefutura.org.br/meulugar/), Anita Pires, além de Turnes e Claudia.