27/10/2005

Universidade Aberta vai sair do papel

Projeto será desenvolvido em parceria com as universidades públicas federais e estaduais


Os acordos de cooperação técnica para implantação da Universidade Aberta do Brasil (UAB) serão assinados na 3ª Reunião Plenária do Fórum das Estatais pela Educação. A solenidade será realizada na quinta-feira, dia 27, às 15h, no Palácio do Planalto, com presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do ministro da Educação, Fernando Haddad.

O projeto, que visa ao aumento da oferta de cursos e programas de educação superior a distância, foi criado no âmbito do fórum pelo Ministério da Educação, empresas estatais e Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). A implementação se dará a partir de parcerias com universidades e consórcios públicos.

A criação da UAB faz parte do conjunto de políticas públicas desenvolvidas pelo governo federal para a educação, especialmente no que se refere à expansão universitária de qualidade e à promoção da inclusão social. No Brasil, apenas 11% dos jovens entre 18 e 24 anos têm acesso ao ensino superior.

O projeto-piloto da UAB prevê a implantação, a partir de março de 2006, no Ceará, em Mato Grosso, no Pará, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com cursos a distância de graduação em administração, cada um com cerca de 16 pólos de atendimento. A primeira parceria será firmada com o Banco do Brasil.

De acordo com titular da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC), Ronaldo Mota, o projeto será desenvolvido em parceria com as universidades públicas federais e estaduais. ?Os cursos terão duração de quatro anos, os três primeiros estruturados em base comum e o último destinado às diferentes ênfases para o referido curso (a serem definidas pelas instituições)?, afirmou.

Tutoria ? O candidato será acompanhado por um processo de tutoria ativa, em pólos regionais. Com auxílio da informática, o processo permitirá o monitoramento direto do desempenho e o fluxo de atividades, o que facilitará a identificação de possíveis dificuldades de aprendizagem.

A idéia é oferecer, inicialmente, três mil vagas no país, 600 por região. O processo seletivo, previsto para janeiro, deve ter provas de português, matemática e conhecimentos gerais, além da análise de títulos. ?Trata-se de um marco histórico para a educação brasileira?, disse Mota.

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