Unisul ensina transformar caça-níqueis em equipamentos de educação
Unisul ensina transformar caça-níqueis em equipamentos de educação
Treinamento para transformação das máquinas foi realizado nesta segunda-feira (06/04), na Unisul. O objetivo foi capacitar profissionais para a conversão dos equipamentos
Transformar máquinas caça-níqueis em equipamentos de informática para uso didático-pedagógico. A ação faz parte do projeto de Reciclagem de Microcomputadores da Unisul – Campus Araranguá que participa ativamente da Rede Piá - Reciclagem Digital Educativa Pró-Infância e Adolescência desde sua criação em 2007. Além das atividades de reconversão das máquinas, desenvolvimento e manutenção do portal, o Laboratório de Experimentação Remota (RExLab) da Unisul capacita técnicos de outras instituições para efetuar a reconversão de maquinas caça-níqueis apreendidas.
Nesta segunda-feira, dia 6/4, coordenado pelo professor Juarez Bento da Silva aconteceu mais uma capacitação. O encontro, realizado das 9h às 16h, dessa vez foi com o SENAC - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial e estiveram presentes técnicos de Itajaí, Joinville, São Bento do Sul, Florianópolis e São José.
Segundo Juarez, a Rede Piá tem pretensão de tornar-se um projeto referencia na área de inclusão digital, e por que não dizer de inclusão social.
O treinamento pode ser dado a qualquer instituição interessada em implantar laboratórios de reconversão de máquinas caça níqueis no âmbito da Rede Piá.
Conheça o projeto
A conversão das máquinas caça-níqueis faz parte do projeto Rede Piá - Reciclagem Digital Educativa Pró-Infância e Adolescência. O projeto iniciou no ano de 2007. O objetivo é transformar as máquinas usadas em jogos de azar apreendidas pelo Ministério Público, em computadores educativos a serem utilizados pelas redes públicas de ensino e organizações governamentais ou não de atendimento a comunidades carentes.
Participam do projeto diversas instituições de ensino superior de Santa Catarina, dentre elas está a Unisul. A reconversão é feita no Laboratório de Experimentação Remota da universidade, o Rexlab/Unisul, que tem apoio do Rexlab da Universidade Federal de Santa Catarina.
A ideia do programa é disponibilizar para crianças e adolescentes carentes o acesso a tecnologia. O projeto Rede Piá propõe a inclusão digital desde a infância até a adolescência.
A UFSC, o Sistema Acafe, a Associação de Mantenedoras Particulares de Educação Superior de Santa Catarina (Ampesc) e o Governo do Estado, firmaram com Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) um Termo de Cooperação Técnica. Essa parceria prevê a participação de estudantes do ensino superior na transformação das máquinas caça-níqueis. Parte dos equipamentos convertidos será adaptada para uso por estudantes com deficiência. “O objetivo do projeto é difundir o acesso à informática”, explica o Coordenador-Geral do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CIJ), Promotor de Justiça Gilberto Polli.
Já foram apreendidas cerca de três mil máquinas caça-níqueis em todo o estado. Para combater a contravenção penal no Estado elas estão disponíveis para utilização pela Rede Piá. De acordo com o site da Rede Piá (http://www.rexlab.unisul.br/redepia) quando aprendidas, o Código Penal prevê a perda do direito de propriedade. Portanto, todos os equipamentos poderão ser convertidos à medida que o processo judicial for concluído. As máquinas que foram apreendidas em um determinado município voltarão convertidas para escolas da mesma cidade.
O site diz ainda que a conversão dos equipamentos será custeada com a parceria de entidades que queiram aderir ao Projeto, bem como pelos recursos arrecadados em transações penais. O contraventor que é flagrado explorando caça-níquel recebe do Promotor de Justiça uma proposta de transação penal, espécie de acordo previsto na legislação. Se aceitá-lo, se livra da denúncia criminal, mas em troca deverá pagar multa que reverta em algum benefício à sociedade. A proposta da Rede Piá é que parte da multa a ser proposta pelo Promotor de Justiça consista no pagamento de alguns equipamentos (como teclado e mouse), além da perda da máquina em favor do projeto, evitando a espera pelo fim do processo judicial, e ainda na destinação de recursos para o custeio da conversão. Empresas privadas também podem aderir ao projeto por meio de patrocínio.