04/05/2010

Uningá pode ser desligada do ProUni

Estudantes que não atendem aos critérios de renda do Programa Universidade para Todos (ProUni), mas estudam em instituições particulares de ensino superior com bolsas do governo podem responder civil e criminalmente pela infração. A informação foi dada nesta segunda-feira (3) pelo ministro da Educação, Fernando Haddad (foto). Reportagem exibida no domingo pelo Fantástico, da Rede Globo, denunciou o uso irregular de bolsas do ProUni por alunos de medicina na Universidade de Ensino Superior Ingá (Uningá), em Maringá. Eles tinham renda superior à permitida pelo programa. De acordo com as regras, as bolsas integrais são reservadas a estudantes com renda familiar de até um salário mínimo e meio (R$ 697,50) por membro da família. As bolsas parciais podem ser pleitadas por candidatos com renda familiar de até três salários mínimos (R$ 1.395) per capita. Segundo Haddad, o processo administrativo contra a instituição já foi instaurado. A universidade pode ser desligada do ProUni caso seja apurada a “conivência” com a irregularidade, além de responder civilmente pelo mau uso da bolsa. Caso o Ministério Público seja acionado, pode decidir também pelo processo penal. O mesmo vale para os alunos que podem ser obrigados a “ressarcir os cofres públicos”, disse o ministro. As informações são da Agência Brasil.


Crédito da imagem: Renato Araújo (ABr).

(Envolverde/Nota 10)

 
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