Uningá pode ser desligada do ProUni
|
Estudantes que não atendem aos critérios de renda do Programa Universidade para Todos (ProUni), mas estudam em instituições particulares de ensino superior com bolsas do governo podem responder civil e criminalmente pela infração. A informação foi dada nesta segunda-feira (3) pelo ministro da Educação, Fernando Haddad (foto). Reportagem exibida no domingo pelo Fantástico, da Rede Globo, denunciou o uso irregular de bolsas do ProUni por alunos de medicina na Universidade de Ensino Superior Ingá (Uningá), em Maringá. Eles tinham renda superior à permitida pelo programa. De acordo com as regras, as bolsas integrais são reservadas a estudantes com renda familiar de até um salário mínimo e meio (R$ 697,50) por membro da família. As bolsas parciais podem ser pleitadas por candidatos com renda familiar de até três salários mínimos (R$ 1.395) per capita. Segundo Haddad, o processo administrativo contra a instituição já foi instaurado. A universidade pode ser desligada do ProUni caso seja apurada a “conivência” com a irregularidade, além de responder civilmente pelo mau uso da bolsa. Caso o Ministério Público seja acionado, pode decidir também pelo processo penal. O mesmo vale para os alunos que podem ser obrigados a “ressarcir os cofres públicos”, disse o ministro. As informações são da Agência Brasil. Crédito da imagem: Renato Araújo (ABr). |
|
|