UNICEF certifica 146 municípios do Semi-árido brasileiro
Nesta quarta-feira (29), o UNICEF entrega o reconhecimento Selo UNICEF – Município Aprovado a 146 municípios do Semi-árido brasileiro. O título será entregue aos municípios que melhoraram as condições de vida de suas crianças e adolescentes, nos últimos dois anos, nas áreas de saúde, educação, garantia do registro civil, educação ambiental, entre outros direitos.
A entrega será no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença dos ministros da Educação, Fernando Haddad, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e da representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier.
O UNICEF vai apresentar alguns dos principais avanços que esses municípios alcançaram, com dados por municípios e análises por Estado. “O Selo UNICEF – Município Aprovado é uma iniciativa para que os municípios garantam uma vida melhor para suas crianças e seus adolescentes. O que o Selo nos mostra é que quando estimulados e apoiados, esses municípios são capazes de revolucionar a situação de suas crianças”, afirma a representante do UNICEF no Brasil.
Há dois anos, 1.179 municípios dos nove Estados do Nordeste, de Minas Gerais e do Espírito Santo inscreveram-se no Selo UNICEF – Município Aprovado. Agrupados pelo Índice de Desenvolvimento Humano em seus Estados, os municípios concordaram em perseguir metas de aumento da imunização de crianças, de redução da evasão escolar, criação e manutenção de conselhos tutelares, acesso das escolas à água potável, entre outros indicadores que impactam a vida das crianças.
Crianças e adolescentes estiveram envolvidos nos municípios inscritos no Selo, em ações de educação ambiental, no mapeamento de manifestações culturais locais e na produção e veiculação de programas de rádio. Mais de 1,2 milhão de crianças participaram de mutirões e ações em escolas e nas comunidades e 700 mil adolescentes de 16 e 17 anos cadastraram-se como eleitores nos municípios.
No Semi-árido brasileiro, vivem 33 milhões de pessoas – desses, 13 milhões são crianças e adolescentes. Os indicadores sociais na região são os mais graves do País. Para ajudar a reverter essa situação, o UNICEF trabalha em parceria com governos municipais, estaduais e federal, organizações da sociedade civil, como ASA, Resab e Andi, e empresas, como a Petrobras.