03/05/2006

UNESP intensifica ações de internacionalização

Troca melhora qualidade da pesquisa e dos recursos humanos.

O nível de internacionalização de uma instituição de ensino superior é um dos indicadores de sua qualidade. É também uma das medidas utilizadas pela Shangai Jiao Tong University, que elabora a lista das 500 melhores universidades do mundo, na qual a UNESP está incluída. O mesmo indicador é empregado pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) na avaliação dos Programas de Pós Graduação.

Segundo a assessora-chefe Elisabeth Criscuolo Urbinati, o século XXI começou num contexto de grandes mudanças. “É a era da informação, do conhecimento e da expansão tecnológica. Torna-se necessário, portanto, que a educação esteja atenta a todas essas mudanças e que a Universidade se prepare para cumprir seu papel”, afirma. “Um dos desafios que pressionam a Universidade na busca de sua competência é a internacionalização da educação, integrando entidades de ensino superior de diversos países em resposta ao apelo da globalização.”

Não é por acaso que a internacionalização é importante para elevar o nível de avaliação de uma Universidade. O contato com outras culturas ajuda a melhorar a qualidade da pesquisa, além de ampliar as possibilidades de alunos e docentes que se beneficiam com as parcerias e intercâmbios.

Elisabeth esclarece que, em sua gestão, os trabalhos estão sendo conduzidos em duas frentes simultâneas. Uma delas busca a efetivação de novos convênios de cooperação científica e tecnológica em diferentes partes do mundo, a partir da identificação das demandas da UNESP e dos potenciais parceiros no contexto das mudanças globais. “O Brasil é um parceiro de qualidade, dentro do bloco dos países emergentes, que desperta o interesse de outros países”, destaca Elisabeth.

Neste sentido, a Arex busca dinamizar suas atividades e implementar uma política de eficácia duradoura. A Assessoria atua na busca das oportunidades e peculiaridades dentro de cada bloco econômico, como a União Européia, os países emergentes, os da América Latina, os EUA, Canadá e Austrália e os países de língua portuguesa. Esses acordos tantos podem surgir espontaneamente como ser costurados a partir da UNESP.

Em outra frente, a equipe da Assessoria realiza um diagnóstico dos convênios já firmados. Esta ação avalia como eles funcionam ou mesmo se ainda têm validade. “Queremos medir a eficácia de cada convênio e a possibilidade de sua otimização”, afirma a assessora. “Atualmente existem convênios vigentes que não são reconhecidos pelos parceiros”.

Entre os acordos válidos, a UNESP contabiliza cerca de 80. De acordo com Elisabeth, esse número é subestimado porque muitos convênios são feitos informalmente pelos docentes, sem o cumprimento da resolução que os regulamenta. A meta é, também, localizar e eliminar os gargalos burocráticos que podem dificultar a institucionalização dos acordos. Para isso, a Assessoria se coloca à disposição das Unidades para estreitar o diálogo. “Nossa função é assessorar as Unidades. Faremos isso dentro das necessidades e especificidades de cada uma”, diz. “Nessa direção, as ações já iniciadas têm mostrado bons resultados”.

A Arex destaca, como um dos acordos que funcionam adequadamente, a Asociación de Universidades do Grupo de Montevideo (AUGM). Esse acordo envolve 18 instituições do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile, operando na mobilidade de docentes e discentes (Programas Escala Docente e Escala Discente). Atualmente há seis vagas abertas para docentes, cujo edital de convocatória encerra-se em 5 de maio.

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