25/10/2005

UFMT assina convênio na Espanha no âmbito do acordo de transformação da dívida brasileira em projetos educacionais

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) acaba de assinar na cidade de Pamplona, um convênio-marco com a Universidade Pública de Navarra (UPN), Espanha, abrindo três possibilidades de ação - com o Programa de Pós-Graduação em Agricultura Tropical; a formação de docentes de séries iniciais e ensino médio de ciências e a formação de professores de espanhol. Um convênio específico deverá ser firmado estabelecendo os termos de atuação conjunta. A Universidade Pública de Navarra tem regulamento regulador de programas de mobilidade de estudantes, cuja finalidade é garantir a qualidade acadêmica e o reconhecimento dos estudos realizados por seus estudantes em universidades estrangeiras bem como para os estudantes de outros países que a freqüentam.

O convênio ora assinado, ´´é um termo equivalente ao guarda-chuva tendo entre as áreas de interesse a formação de professores no marco da transformação da dívida brasileira à Espanha em investimentos em educação``, explica Paulo Speller, que participa de discussões com universidades ibéricas até o final deste mês.

A troca da dívida do Brasil com a Espanha é uma proposta do governo, que quer formar, em cinco anos, 12 mil professores de espanhol. De acordo com matéria publicada em ´´O Globo``, dia 15 último, ´´o Brasil deve aos espanhóis US$19 milhões``, valor que deverá ter o projeto, conforme informação do assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia e do ministro da Educação Fernando Haddad.

Um pacto ibero-americano pela educação e a permuta da dívida dos países pobres com seus credores está contido na da Declaração de Salamanca, divulgada no encerramento da XV Cúpula das Américas, dia 15 último. A lei brasileira que estabelece a língua espanhola como matéria obrigatória no currículo do ensino médio está citada no documento, em seu ítem 26 como medida que ´´contribuirá de maneira muito positiva para a afirmação dos processos de integração sul-americana e latino-americana, e favorecerá a consolidação do espaço ibero-americano´´. Ainda nesse ítem os países signatários manifestam igualmente sua ´´vontade de impulsionar a difusão da língua portuguesa nos países ibero-americanos de língua espanhola´´.

No ítem 13, a Declaração de Salamanca expessa ´´a intenção de avançar na criação de um Espaço Ibero-Americano do Conhecimento, que visa à necessária transformação do Ensino Superior, e que se articula em torno da investigação, do desenvolvimento e da inovação, condição necessária para incrementar a produtividade, oferecendo melhor qualidade e acesso aos bens e serviços para os nossos povos, assim como para a competitividade internacional da nossa região´´. A Secretaria-Geral Ibero-Americana, em conjunto com a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e com o Conselho Universitário Ibero-Americano (CUIB), deverá trabalhar para a concretização político-técnica e funcionamento desse projeto.

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