UFBA cancela mais quatro matrículas por fraude em cotas
Após análises realizadas no mês de maio, em relação aos alunos matriculados como cotistas na UFBA em 2005, a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) descobriu quatro novos casos de fraude. As irregularidades foram confirmadas a partir do cruzamento de dados dos documentos apresentados pelos estudantes no ato da matrícula com a relação de escolas particulares enviada à Universidade pelo Ministério Público Federal.
O estudante Bruno Travassos de Brito, matriculado no semestre 2005.2, para o curso de Biologia, apresentou documentos falsos do Colégio Estadual Odorico Tavares para matricular-se no sistema de reserva de vagas da UFBA para alunos de escola pública. Durante as apurações, a Prograd descobriu que o aluno estudou os dois primeiros anos do ensino médio no Colégio Integral.
Já os outros três casos correspondem à apresentação de certificado de conclusão do ensino médio na rede pública de ensino através de supletivo, quando na verdade, os alunos haviam estudado em escolas particulares. Marcel Cirne Genaro, matriculado em Desenho Industrial no semestre 2005.1 e Leilane Teixeira Nascimento, matriculada em Enfermagem, também em 2005.1, cursaram todo o ensino médio no Colégio Gregor Mendel. Já Luísa Lima Portela, matriculada no curso de Pedagogia, no semestre 2005.2, estudou os dois primeiros anos do ensino médio no Colégio Versalhes, antigo Colégio Águia.
Todos as matrículas estão canceladas. A Procuradoria Jurídica da Universidade não entrou com nenhuma ação judicial até o momento, pois as providências serão tomadas em conjunto com o Ministério Público, após a conclusão de toda a checagem pela Prograd. “O pró-reitor de Graduação, Maerbal Marinho, está realizando os trabalhos com a máxima urgência, mas ainda não há prazos estabelecidos para o fim das investigações”, afirma a procuradora jurídica da UFBA, Anna Guiomar. Ao finalizar as apurações do ano de 2005, começarão as investigações de 2006. “Não creio que as matrículas realizadas em 2006 apresentarão problemas. A ampla exposição da questão pela imprensa, desde dezembro do ano passado, inibiu as pessoas que tentaram fraudar o sistema de cotas de alguma maneira e muitos não compareceram à matrícula”, diz a procuradora.