25/06/2013

TCCs de Direito da Unisul abordaram a adoção

Entre as pesquisas apresentadas na manhã desta terça-feira, 25/6, duas verificaram os melhores interesses do adotado

 

terno, entre os avós que o criaram, com alguns dos muitos acadêmicos que acompanharam sua apresentação

Dois Trabalhos de Conclusão de Curso em Direito apresentados na manhã desta terça-feira, 25/6, abordaram a adoção no Campus Grande Florianópolis - Pedra Branca. Ana Claudia da Silva concluiu que é necessária a aplicação da igualdade de gênero para a proteção previdenciária do adotado. Salvador Geremias Júnior acredita que a possibilidade de adoção por avós, vedada por lei, precisa ser relativizada.

Ana Claudia defende que no caso do pai adotivo individual, bem como em casais homoafetivos, o adotado tem o direito a proteção previdenciária. “Ele também merece a tutela do Estado. É tudo para o melhor interesse do adotado”, pontua. Ela acrescenta que para a conclusão com sucesso da adoção é preciso também verificar o período de adaptação e a estabilidade financeira. “Hoje eu cheguei aqui com a sensação de dever cumprido”, comemora a acadêmica que ficou com a nota 9,5.

A formanda em Direito trouxe para a apresentação os pais e o namorado. Todos muito ansiosos, acompanharam o fechamento de um ciclo. “Estou aqui pedindo para Nossa Senhora Aparecida para que ela chegue ao cem por cento. Espero este momento por toda a minha vida”, disse emocionado o pai Ananias Francisco da Silva, de Torres/RS. O namorado, Rodrigo Santos, esteve com a acadêmica durante toda a graduação. “Ela se esforçou muito, mas acredito que ela vai dar continuidade com uma pós aqui mesmo na Unisul”, projeta.

Foi grande o público na apresentação do TCC de Salvador Geremias Júnior. Ele afirma que a possibilidade de adoção por avós deve ser relativizada. “Acredito nisso por conta dos princípios do direito e da proteção do menor”, diz. Ele explica que a adoção por avós é totalmente vedada. “O que é comum é a guarda por avós”, comenta.

A professora Geogia Benetti foi uma das avaliadoras da banca de Salvador e revela que ele foi criado pelos avós. “É bom quando a pesquisa parte da história de vida do pesquisador e este consegue manter o afastamento necessário, mantendo o compromisso ético com a execução da pesquisa. Seus avós seguem até hoje tentando adota-lo legalmente”, afirma.

Com mais esta etapa encerrada, o formando pretende estudar para concursos e para o exame da OAB (Ordem do Advogados do Brasil). “Depois uma especialização e quem sabe um doutorado. Prestarei concursos para a área administrativa, no próprio âmbito do Judiciário, na família mesmo, porque gostei e me identifiquei muito com a área”, conclui Salvador, que ficou com a nota dez no TCC.

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