SP investe em inovação
Em cerimônia realizada no auditório da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), o governador Geraldo Alckmin (ao centro da foto) assinou dois projetos que visam incentivar a inovação tecnológica no estado de São Paulo. Neles, constam medidas como a autorização para que o estado participe como investidor minoritário de projetos inovadores, integração entre empresas e centros de pesquisa, além da criação de cinco parques tecnológicos nos próximos dois anos.
A primeira das medidas é o decreto que cria e regulamenta o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos. Destinados a se transformarem em campos de incentivo para o surgimento e manutenção de empresas de tecnologia, os cinco parques serão divididos geograficamente por área de atuação, como descrito abaixo:
* São Paulo, capital: nanotecnologia;
* Campinas: informática e tecnologia da informação;
* São José dos Campos: indústria aeronáutica e aeroespacial;
* São Carlos: biotecnologia e química fina;
* Ribeirão Preto: biotecnologia, equipamentos médicos e odontológicos.
"O decreto de criação do sistema de parques institui mais um instrumento para gerir nossos parques e cria condições para que possamos aproximar o setor privado", afirmou o governador Geraldo Alckmin. Até o momento, foram gastos cerca de R$ 3,9 milhões em estudos de viabilidade da implantação dos parques. Nos próximos dois anos, serão gastos outros R$ 11 milhões, divididos em obras de implantação e recursos para manutenção.
"O mais importante é levar a pesquisa para dentro das empresas, fazendo com que elas também passem a investir em pesquisa. Hoje, elas ainda não têm centros de estudos nesse sentido", explicou o secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento e Turismo, José Carlos de Souza Meirelles. Dos cinco parques previstos no projeto, três entrarão em funcionamento ainda neste ano: São José, Campinas e São Carlos.
Inovação paulista
Com o Projeto da Lei de Inovação de São Paulo, o estado procura alcançar o pioneirismo, sendo o primeiro a regulamentar internamente o assunto, seguindo o caminho dado pelo Governo Federal. Assim, nos próximos dias, o projeto será encaminhado à Assembléia Estadual, que irá votá-lo no formato de decreto legislativo.
Entre outras novidades, a lei proposta pelo executivo paulista prevê incentivos para a inovação tecnológica dentro das empresas; fomento a parcerias entre o setor público e o privado; licenças de até quatro anos para que funcionários públicos trabalhem em empresas privadas que invistam em inovação. "Esse projeto introduz uma série de avanços o sistema paulista de inovação tecnológica, que institui meios objetivos para aproximar universidades e empresas", afirmou o governador.
O governador destacou ainda a importância da educação no processo de melhoria das condições sociais no país. "Educação, pesquisa e inovação constituem soberania nacional. E, além disso, nos fornecem instrumentos para combater a pobreza", concluiu.