Sinais de excelência
Em janeiro, o Ministério da Educação publicou o ranking das melhores instituições de ensino superior do País referente ao triênio 2007-2009. Confirmando o que outros indicadores já haviam sinalizado, como o Guia do Estudante, que apontou a Univali como a sétima melhor do País entre as privadas, o Índice Geral de Cursos posicionou a Universidade no 13º lugar na classificação nacional, também entre as privadas. No âmbito estadual, a Univali foi a melhor avaliada entre as instituições não públicas, só perdendo, no quadro geral, para as públicas UFSC e Udesc. No ranking nacional, a avaliação do MEC situou a Univali na 67ª posição entre 2.137 instituições analisadas.
É um resultado admirável, ao considerar o extenso universo abrangido pela avaliação do MEC e o fato de a Univali figurar na linha de frente das universidades com melhor desempenho. Numa análise mais qualitativa, o resultado pode ser ainda mais valorizado, uma vez que a Univali é, entre as treze universidades privadas mais bem classificadas, a quarta mais jovem. Ou seja, sabemos que o processo de excelência demanda tempo e história. E o que esses dados indicam, ao longo dos anos, é uma evolução contínua do conceito institucional da Univali.
Além disso, podemos identificar um outro vetor de crescimento de qualidade potencializando essa escalada por excelência. É o desempenho dos programas de mestrado e doutorado que tiveram, na avaliação do MEC, o segundo melhor conceito do Estado. Isso é significativamente importante, porque se trata de uma força indutora de qualidade para os cursos de graduação, que se beneficiam dos esforços de pesquisa e inovação desenvolvidos pela pós-graduação da Univali.
Esses números, entretanto, estão longe de nos acomodar. Sob pena de sermos atropelados por um mundo em intensa agitação científica, engrenado num ritmo de transformações jamais visto, a Universidade não pode perder o rastro de sua trajetória de desenvolvimento. O protagonismo que alcançamos, especialmente no ensino superior de Santa Catarina, exige o esforço constante de investirmos na qualidade pela qual queremos ser reconhecidos, até porque no atual cenário da educação superior, onde proliferam desordenadamente as instituições de ensino, estamos convencidos de que só a excelência poderá garantir continuidade à Univali.
Só a excelência poderá preservar e elevar seu status na educação superior do País, não porque isso renderia algum tipo de glória institucional, mas porque é dessa condição que deriva a possibilidade de a Universidade servir melhor à sociedade, seja na formação de profissionais, que motivou sua origem, seja na produção de ciência e na prestação de serviços referenciais, tarefas que cada vez mais ampliam o desafio e a responsabilidade de não frustrar a história que o futuro nos aponta.
Mário Cesar dos Santos, reitor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).