21/09/2009

Sérgio Freitas recebe Prêmio Educador Inventor

Por Vivian Lobato, do Aprendiz

 

Depois de mais 40 anos trabalhando no setor financeiro, convivendo com planilhas, executivos, empresários, o já aposentado engenheiro elétrico Sérgio Freitas, 66, foi convidado pelo governador de São Paulo José Serra para montar um Museu de Ciência.

Hoje Sérgio é o responsável pelo Espaço Catavento, acesse no http://www.cataventocultural.org.br/home.asp, que está funcionando há seis meses no antigo Palácio das Indústrias, região do Parque D.Pedro. Nos moldes do Museu do Futebol e do Museu da Língua Portuguesa, o Espaço Catavento valoriza a participação do público nas instalações, dando lugar ao lúdico e a criatividade. O Museu é um sucesso e atrai cerca de 2 mil visitantes por dia de todas as idades.

“Estava numa idade limite, não tinha nenhum atividade fixa e sempre mantive um interesse natural pelas Ciências. Não tinha ambição, era um prazer pessoal. Em viagens, procurava estudar Astronomia, Matemática, História, tinha uma gama muito ampla de interesses, acho que foi por isso que o governador me chamou para montar o Espaço”, explica.

Ótimo observador, viajante, articulado e apaixonado pelas Ciências, Sérgio enfrentou o desafio de encontrar um lugar adequado para a instalação. “Saímos em busca de espaços e lembramos que esse prédio seria um lugar interessante. Depois de olharmos muitos locais, chegamos a conclusão de que era o local ideal. O lugar estava muito deteriorado, nos preparamos para fazê-lo, aproveitando a arquitetura magnífica. Conseguimos finalizá-lo em um ano, mexendo no prédio e conteúdo”, comenta.

Para montar o Espaço, Sérgio visitou muitos lugares aqui no Brasil e fora do país também. “Conversei com muitas pessoas, articulei parcerias. Procurei fazer uma adaptação de coisas vitoriosas. Nossa conduta básica foi não ser pioneiro. Partimos de uma idealização, procurei observar do que já era importante e interessante”, ressalta.

O Catavento é dividido em quatro partes: Universo, Vida, Engenho e Sociedade. O visitante pode participar de viagem interplanetária, conhecer a coleção de borboletas raras e saber mais sobre nanotecnologia. Outras atrações do Espaço são rapel com personalidades da História que interagem com o público e uma área dedicada à gravidez juvenil.

“O objetivo é aproximar o grande público da ciência e da tecnologia, facilitar o aprendizado usando o lúdico, instigar a curiosidade e a vontade de aprender. O Catavento foi feito para todas as idades, especialmente para escolas e família. “Também temos visitas monitoradas de acordo com o conteúdo que o aluno está aprendendo em sala de aula, que é único no mundo”, destaca.

De acordo com Sérgio, aceitação do público está sendo ótima. “Fomos muito felizes na escolha do lugar, ele é bem central, de muita circulação e de fácil acesso, agora estamos preocupados com a sustentabilidade do Catavento, buscamos formar uma equipe que possa aprimorar e desenvolver cada vez mais o espaço.”


(Envolverde/Aprendiz)
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