09/09/2014

Seminário discute estratégias para o desenvolvimento

Evento reúne gestores, acadêmicos e representantes da sociedade civil no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

 

Gestores governamentais, acadêmicos nacionais e internacionais e personalidades da sociedade civil reuniram-se nos dias 3 e 4 de setembro no auditório do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), em Brasília. Eles participaram do seminário Capacidades estatais para o desenvolvimento em países emergentes: o Brasil em perspectiva comparada.

O objetivo do evento foi debater estratégias para o País a partir das análises de uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (INCT-PPED) e da agenda de políticas públicas do Plano Plurianual 2016-2019.

“O Ipea vem fazendo coisas muito interessantes na área de instituições, juntando diversas análises que as demais áreas estão fazendo para enfrentar os desafios do desenvolvimento”, disse o presidente do Instituto, Sergei Soares. Segundo ele, a pesquisa, de 2012, compara as capacidades de trabalho do Brasil com as de outros países para que se tenha uma ideia das nossas vantagens e desvantagens. “É uma espécie de plataforma para que se desenvolvam outras ações nas análises das instituições brasileiras. Busca entender nem tanto as nossas capacidades, mas as nossas fragilidades em termos de investimento. O porquê das várias amarras ao investimento, que dificultam a execução de planos de desenvolvimento”, destacou.

Desenvolvimento

A pesquisa buscou identificar vantagens, desvantagens e potencialidades do Estado brasileiro para a promoção de políticas de desenvolvimento. Para isso, foi feita uma análise comparativa de diversas áreas de políticas públicas em países emergentes. De acordo com o coordenador do estudo, o técnico de Planejamento e Pesquisa Alexandre Gomide, foram analisadas políticas nas áreas de proteção social, desenvolvimento industrial e inovação tecnológica, infraestrutura energética e licenciamento ambiental, e de inserção e cooperação internacional.

A análise privilegiou as capacidades político-institucionais dos diversos estados para definir objetivos e metas de desenvolvimento, bem como para implementá-los em parceria com a sociedade e o mercado. “Espera-se que os achados da pesquisa contribuam para a formulação de estratégias de desenvolvimento pelo governo brasileiro e para o Ministério do Planejamento elaborar o próximo Plano Plurianual (PPA 2016-2019)”, observou o pesquisador. 

Na palestra de abertura, que contou com a participação do técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Ronaldo Garcia, e da representante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Tania Bacelar, a secretária de Planejamento e Investimentos Estratégicos do MPOG, Ester Bemerguy, falou da Agenda de Políticas Públicas do Desenvolvimento Brasileiro.

Em seguida, o professor Emérito da Universidade da Califórnia, em Berkeley, Peter Evans, proferiu a palestra magna sobre Desenvolvimento Humano, Transformações do Estado e Políticas para o Desenvolvimento. A mesa também teve a participação do assessor da Secretaria Geral da Presidência da República André Calixtre e do técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Roberto Pires.

Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

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