27/06/2006

Seminário conclui que faltam engenheiros

No seminário "Expansão do Ensino Superior Público" realizado na semana passada, em Brasília, pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, foram destacados que, dentre os principais desafios da educação pública superior do país, estão a necessidade de aumento no número de pós-graduações em Engenharia e a redução das desigualdades regionais.

A deputada Neyde Aparecida (PT-GO), presidente da comissão, disse que o seminário foi uma contribuição dos deputados para alcançar a determinação do Plano Nacional de Educação de que, até 2008, pelo menos 30% dos jovens de 18 a 24 anos estejam matriculados no ensino superior. O requerimento para realização do seminário foi apresentado pelo deputado Carlos Abicalil (PT-MT).

De acordo com o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Nelson Maculan Filho, nos últimos três anos o país ganhou 14 universidades públicas, num total de 49 campi. Maculan lembrou que todas as novas instituições localizam-se em cidades do interior.

Para o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, o país precisa aumentar o número de mestres e doutores em Engenharia — disciplina que representa a maior demanda do mercado. De acordo com Guimarães, apenas a Petrobras necessita de 60 mil novos profissionais pós-graduados na área até 2010.

O representante da Capes lembrou que o Brasil forma anualmente cerca de 10 mil doutores. Desses, apenas 13% são de Engenharia e Ciências da Computação. Nos países que competem com o Brasil, tais como Coréia do Sul, China e Índia, esse índice chega a 70%. No mestrado, as engenharias também respondem por somente 11,6% do total de aproximadamente 30 mil alunos.

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