29/03/2010

Seed pede que escolas intensifiquem ações contra Gripe A

A Secretaria de Educação (Seed) divulgou na última sexta-feira (26) um comunicado aos chefes dos Núcleos Regionais de Educação (NRE), solicitando reforço na divulgação das orientações sobre o combate ao vírus da Gripe A (H1N1). De acordo com a superintendente de Educação, Alayde Digiovanni, o objetivo é o de aumentar os cuidados para evitar problemas de saúde.

O comunicado alerta que todas as salas de aula devem ter cartazes informando os cuidados necessários para o enfrentamento da doença. “Os ambientes devem ser mantidos arejados e não se pode compartilhar o uso de copos e garrafas. Além disso, deve-se assegurar a limpeza constante de torneiras, bebedouros, maçanetas e válvulas, a oferta de sabonetes e toalhas descartáveis nos banheiros”, diz o documento.

Caso algum aluno apresente sintomas de gripe, a principal função do cuidador da gripe, pessoa designada para atender e orientar os alunos, é informar à família e avisar os agentes de saúde locais. Ele deve alertar o responsável pelo aluno para a necessidade de levar o aluno a um posto de saúde. “Os cuidadores da gripe não devem e não podem diagnosticar a gripe. Isto cabe aos profissionais da saúde”, ressalta a assessora de gabinete, Solange Maria Rodrigues da Cunha, responsável pelo contato junto à Secretaria da Saúde (Sesa). A família ainda deve informar à escola o resultado da consulta.

Cada escola deve ter uma pessoa em cada turno para assumir as responsabilidades como cuidador. Ela pode ser qualquer pessoa escolhida pela comunidade escolar. “Pode ser um representante da APMF, professor ou funcionário, desde esteja comprometido com as ações de prevenção à gripe”, informa. Nas escolas em que os cuidadores da gripe deixaram a função, os diretores automaticamente ficaram responsáveis em repassar as informações aos novos cuidadores escolhidos.

Este ano a Seed adotou um calendário diferenciado ao utilizados em anos anteriores em relação às férias do meio do ano. “Foram deixados 30 dias de férias entre julho e agosto, quando o inverno é mais intenso e quando podem surgir mais casos da gripe”, explica Solange. Cabe à Secretaria da Saúde a responsabilidade de avaliar a necessidade de suspensão das aulas, caso necessário.

Nas redes municipal e particular de Curitiba os cuidados também estão sendo tomados. Na semana passada uma reunião discutiu o assunto, em uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e o Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe). "Esse evento é determinante porque, além dar mais segurança a todos os que estudam e trabalham nas nossas escolas, também dá às nossas equipes mais respaldo para repassar as orientações aos pais, em caso de suspeita", afirma Ademar Batista Pereira, presidente do Sinepe.

Em caso de suspeita, a escola chama os responsáveis, comunica o fato e orienta para que o aluno seja avaliado por médico. Apenas este pode dizer se a criança tem condição de ser acompanhada em casa ou, então, precisa de outro tipo de atendimento. O período de isolamento de crianças com até 12 anos é de duas semanas.


(Envolverde/Nota 10)

 
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