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A secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, disse ontem (29) em Foz do Iguaçu que as avaliações são importantes para medir a aprendizagem dos estudantes. “Se você não faz avaliações educacionais, não sabe o estágio de aprendizagem”, observa. De acordo com Pilar, a Prova Brasil, o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) e a Provinha Brasil permitem que os sistemas e escolas se preparem para garantir o direito de aprender para todos.
As afirmações foram feitas durante reunião realizada em Foz e que termina hoje, quando o impacto das avaliações na qualidade da educação foi debatido em um encontro internacional que reúne cerca de 50 educadores, jornalistas e representantes dos ministérios da Educação de doze países da América Latina.
Segundo Reynaldo Fernandes, ex-presidente do Inep, não se pode usar somente o escore bruto de uma avaliação para definir a qualidade de ensino de uma instituição de ensino. Para Fernandes, também é necessário analisar a escola, o contexto social e as características individuais e familiares dos estudantes. “A avaliação é um instrumento de diagnóstico e de mobilização de toda a sociedade para a melhoria da educação”, relata.
O coordenador da área de avaliação do Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina, Jorge Fasce, diz que falta ao país um sistema de avaliação. Segundo Fasce, além de aplicar avaliações nas escolas, a Argentina deve complementar a análise educacional com auditorias nas escolas. “A última instância de um sistema de avaliação deve analisar as condições socioeconômicas e de docentes de uma instituição de ensino”, conta.
O encontro internacional Em busca de uma política de comunicação para a educação latinoamericana reúne participantes de 12 países: Peru, Guatemala, Venezuela, Argentina, Colômbia, Uruguai, El Salvador, Paraguai, Chile, República Dominicana e Bolívia.
(Envolverde/Nota 10)
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