RNP atualiza universidades sobre projeto de nuvem acadêmica brasileira
Iniciativa começou com centros de dados compartilhados já inaugurados em Manaus e Recife e encontra-se atualmente em fase de "operação assistida". Diretor falou sobre o assunto no Fórum RNP
O diretor executivo de Serviços e Soluções da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), José Luiz Ribeiro Filho, atualizou gestores de universidades e profissionais de tecnologias da informação e da comunicação (TICs) sobre situação e perspectivas do projeto para formar uma nuvem acadêmica nacional, com centros de dados compartilhados (CDCs) já inaugurados em Manaus e Recife, em palestra do 3º Fórum RNP, nesta quarta-feira (3), em Brasília.
Ribeiro Filho abordou a estratégia definida pela RNP para planejar, implantar e operar iniciativas em colaboração com universidades públicas e institutos de pesquisa. "A nuvem acadêmica pretende cobrir três aspectos, relacionados com infraestrutura, serviços e atividades de pesquisa e desenvolvimento voltadas à melhoria da própria tecnologia", explicou o representante da rede.
Os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC) implantaram em 2014, por meio da RNP, os CDCs de Manaus, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI); e de Recife, com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Ifpe). A empresa chinesa Huawei doou parte dos equipamentos.
As estruturas dos CDCs se formam por contêineres de sistemas (hardware e software) de energia elétrica, refrigeração, rede, monitoramento e armazenamento de dados, com capacidade de um petabyte (PB) em Recife e 0,5 PB – ou 500 terabytes (TB) – em Manaus. "Estamos agora trabalhando justamente na discussão do software a utilizar", relatou Ribeiro Filho.
Histórico
O diretor executivo de Serviços e Soluções da RNP recordou que o projeto começou em 2012, quando se fez diagnóstico e planejamento, além da parceria com a empresa chinesa. "Em 2013, iniciamos o projeto piloto, quer dizer, todo o trabalho operacional, de formalização e especificação técnica", lembrou. "Já neste ano, estamos com os CDCs implantados e nos inserimos no cronograma que chamamos de operação assistida, junto com os técnicos da Huawei, para podermos colocar a estrutura para funcionar de vez."
Na prática, o CDC permite a hospedagem de um grande volume de informações e aplicações de uso de instituições de ensino e pesquisa, reduz custos e aumenta a capacidade funcional e a segurança dos dados, por meio da replicação em ambiente seguro dentro do território nacional.
Fonte: MCTI