06/10/2007

Reforma do português pode ter diferentes velocidades, diz Cplp

Por Redação Rádio ONU

O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, Luís Fonseca, prevê velocidades diferentes para a reforma da língua.

Fonseca falou à Rádio ONU, de Nova York, sobre o calendário para aplicação de regras comuns de escrita nos oito países de língua portuguesa. "Assim como o Brasil fala de um período de 2 a 5 anos, já há declarações de responsáveis portugueses no sentido de que isso levará 10 anos. De modo que há que encontrar um caminho comum que nos permita prever que, daqui a algum tempo, todos os países possam estar a escrever da mesma maneira", explicou.

O embaixador Luís Fonseca acredita que, nos primeiros tempos, o desrespeito pelas regras comuns não será motivo de reprovação nas escolas. "Numa fase de transição, não seria obviamente essa a razão de levar um estudante a reprovar. Até porque eu penso que as chances de cometer uma grande gafe seriam muito reduzidas, na medida em que apenas, no máximo, 1,5% das palavras vão ser afetadas pelo acordo. Se o estudante reprovar é mesmo porque não sabe, não é por ter falhado num acento ou num hífen", disse.

Segundo a agência Lusa, em 2004, foi proposta uma norma que permitia a entrada em vigor de um acordo, desde que ratificado por apenas três países.

No entanto, a norma só foi aprovada pelo Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Para ouvir esta notícia clique em http://webcast.un.org/radio/portuguese/mp3/2007/0710045.mp3

(http://radio.un.org/por/story.asp?NewsID=4126)

(Envolverde/Rádio ONU)


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