17/05/2008

Reestruturação não agrada professores universitários

Por Redação Nota 10

A proposta de Reestruturação da Carreira Docente, proposta na última quarta-feira (14) pelo governo do Paraná para os professores das instituições de ensino superior do estado ficou abaixo do esperado pelos diversos sindicatos que representam a categoria. As Seções Sindicais das Universidades Estaduais de Ponta Grossa (Sinduepg) e do Centro Oeste (Adunicentro), e a Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Maringá (Aduem), já marcaram assembléias para que a própria categoria defina os próximos passos dessa discussão.

O professor Denny William da Silva, vice-presidente da Adunicentro, lembra que o salário da categoria está muito defasado. "O índice de reajuste que o governo propôs não é suficiente para repor todas as nossas perdas", declara. A mesma posição é defendida pelo presidente da Aduem, professor Washington Luis Felix Santos. "Fica difícil para o docente dizer não, mas infelizmente ela fica abaixo das nossas expectativas", conta o professor Washington.

O vice-presidente da Sinduepg, Edson Armando Silva, também concorda que a proposta é insuficiente. Mas ele ressalva a importância que o reajuste tem para a educação superior. "Quando a reestruturação for implantada, os salários dos professores das universidades estaduais serão equivalentes aos dos docentes das federais", lembra. "Essa compatibilidade é muito importante - com ela, podemos garantir a presença e a contratação de bons professores, contribuindo para a qualidade do ensino superior estadual".

Pontos importantes são levantados pelo professor Edson. A lei que garante a reestruturação ainda não está definida e existe um condicionante para que os reajustes sejam aplicados - eles ocorrerão segundo a disponibilidade do governo. "Esses pontos deixam a data de aplicação em aberto, e a comunidade - pelos sindicatos - vai estar atenta durante as negociações para que tudo ocorra logo", afirma.

O professor Washington, da Aduem, lembra o esforço do governo. "Temos que agradecer o trabalho árduo dos secretários para criar esse projeto", reconhece. "Sabemos que esse índice repara as perdas salariais ocorridas durante o governo atual, mas o nosso salário está defasado há muitos anos e isso não vai ser corrigido de uma hora para outra".

O projeto - A proposta de Reestruturação da Carreira Docente foi apresentada pelos secretários Lygia Pupatto, Maria Marta Lunardon e Ênio Verri, respectivamente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, da Administração e do Planejamento e Coordenação Geral, ao Grupo de Trabalho e aos reitores das Instituições Estaduais de Ensino Superior (IES) na quarta-feira, 14 de maio. Se for aprovada na Assembléia Legislativa, a implantação da reestruturação ainda vai depender da capacidade financeira do estado.

O projeto contempla a mudança de 15% para 20% da gratificação de mérito para os especialistas, altera o percentual de interclasse do professor auxiliar para assistente de 25% para 15%, bem como institui um único nível para a classe de professor auxiliar. Essas alterações irão representar um reajuste médio de 22,5% para os professores do ensino superior estadual.


(Envolverde/Nota 10)

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