Redes sociais colaboram com pesquisa em inovação educativa
A pesquisa em inovação educativa, realizada pela Fundação Telefônica em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento e a Inovação Educativa (IDIE), não apenas estudou as novas tecnologias de informação e comunicação, como contou com elas para alcançar resultados. A coordenadora da pesquisa Márcia Padilha conta que a equipe de pesquisadores lançou em sites de mídias sociais um chamado por projetos inovadores em educação em todo o país.
Segundo Márcia, parte do total de 26 projetos inovadores encontrado na pesquisa, veio de sugestões de especialistas e professores que responderam às mensagens em redes sociais. A experiência colaborativa foi um dos fatores que garantiu a descentralização da pesquisa. Dos quatro projetos considerados os mais inovadores em todo o País, todos estão fora do eixo Rio-São Paulo.
Além de localizar os projetos inovadores na educação brasileira, a pesquisa serviu para criar um modelo de análise de projetos na área que poderá ser aplicado em casos futuros. O modelo analisa o impacto do projeto inovador na qualidade da educação da escola, a possibilidade de um uso intenso e contínuo das tecnologias envolvidas e determina se o projeto é realmente de vanguarda.
De acordo com Márcia, o Brasil é um país tradicionalmente inovador no campo da educação. Se por um lado o País ainda não conta com a utilização em massa das tecnologias nas escolas, já passou do estágio de "euforia inicial", e se alcançou, entre os educadores, uma postura crítica para fazer um uso criativo e inovador da tecnologia. "Estamos no bom caminho", afirma Márcia. O Seminário Fundação Telefônica de Inovação Educativa, onde serão apresentados os resultados da pesquisa, será realizado nesta quarta-feira.