Raízes da terra vai a escola
Projeto da Univali leva artista para conversar com alunos de escola publica no dia mundial do meio ambiente
São José/SC - Os alunos da Centro Educacional Maria Hortência Furtado, em São José, recebem para uma conversa, na terça-feira, 05 de junho, dia mundial do meio ambiente, o artista plástico Moair Nereu Nunes.
O evento faz parte das ações da mostra "Raízes da Terra", que está exposta no Saguão D'Arte do Campus Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em São José. Nos dias anteriores ao evento, os alunos da escola irão visitar a exibição e poderão relatar suas impressões.O encontro com o artista repete-se no dia 26 de junho, as 20 horas, dessa vez com estudantes da Univali.
A exposição apresenta o trabalho de um artista que define-se como um técnico agrícola e ambiental por formação e artista plástico por vocação. Em seu trabalho, inspira-se na natureza e engaja-se nos movimentos de preservação e desenvolvimento sustentável.
Moair utiliza fragmentos das raízes e troncos já em fase de decomposição que afloram depois da chuva e do desmatamento nos campos e manguezais, transformando-as em esculturas naturais mantendo a suas formas originais para que cada espectador deixe o seu imaginário fluir e desperte para a importância da preservação do ecossistema.
- A floresta já nos deu muito e continua dando. É hora de retribuirmos - defende o artista. Ele afirma que a força da preservação sustentada tem que ser maior do que a destruição.
- Houve um tempo em que a Mata Atlântica cobria cerca de 15% do território nacional, com 1,3 milhões de quilômetros quadrados, abrigava mais de 1,3 mil espécies de animais e 20 mil espécies de plantas, muitas delas já extintas - relaciona Moair, lamentando a destruição da mata nativa.
Ele conta que nos últimos anos dedicou-se ao reconhecimento da Mata Atlântica em Santa Catarina, em especial a Serra do Tabuleiro, Serra Geral e a Serra do Rio do Rastro. Nesse processo, andou por praias, costões, barrancas de rios, subiu morros e montanhas em busca do que restou de primitivo na flora e trouxe a prova da destruição e degradação ambiental, que transformou em arte.
- O que parece estar morto, instiga minha imaginação, revelando assim as expressões escondidas sob as camadas degradadas pela ação do homem. Mais do que arte, entendo meu trabalho como um alerta para a necessidade de preservar o ecossistema, pois estamos sentindo a reação da natureza em decorrência do aquecimento global – conclui Moair.
Mais informações: (48) 3281-1537/9998-9274, com Marcia Regina Battistella.
Contato do artista: (48) 3248-1240/9935-1120 - moairnunes@gmail.com