29/09/2006

Quem canta suas dúvidas espanta

Saiba como vencer a avalanche de dados exigida no vestibular.

Pense rápido: quais são os elementos que fazem parte dos grupos dos metais alcalinos e dos gases nobres? E as fórmulas da cinemática, a fórmula de Baskara e a Lei de Euler? Tempo esgotado. E aí, conseguiu responder? Difícil ter, na ponta da língua, estas e outras questões tão cobradas no vestibular. São tantas informações que, às vezes, dá a impressão de que o cérebro vai fundir, não é mesmo? Mas nada de desespero. Uma estratégia que funciona é associar tais conceitos com palavras ou frases que facilitem sua memorização. Quer um exemplo? F=QE, força que entra. Pronto! Sem querer, você já aprendeu a fórmula da força elétrica.

É... Não tem como escapar. Na hora da prova não há consultas à tabela periódica, tampouco às milhares de fórmulas de Física, de Química e Matemática. Por isso, algumas frases engraçadas, versos e até músicas podem entrar no jogo para fazer com que você memorize determinado conteúdo. Atentos a isso, alguns professores adotam tal técnica em sala de aula. "Uma simples brincadeira pode contribuir muito para o processo de aprendizado", afirma o professor de cursinho pré-vestibular José Inácio da Silva Pereira, mais conhecido como Pachecão. "Mas, é claro, que esta charada deve estar pautada em cima de um fundamento que será cobrado no processo seletivo".

Por meio da música, Pachecão transmite aos alunos todos os princípios básicos da Física, deixando a sua aula muito mais produtiva e dinâmica. "Os estudantes têm uma certa resistência à Ciência, assim, o professor precisa despertar o interesse deles de alguma forma", relata. Para se ter idéia da repercussão de seu trabalho, as aulas de Pachecão já se transformaram em dois CD´s: Odeio Física e Adoro Física.

Você é o compositor

Você mesmo pode criar suas estratégias para memorizar determinado conteúdo. Basta deixar a sua criatividade falar mais alto. E se você não tem o dom de criar uma paródia ou uma música, não se preocupe. Pode associar determinados conceitos a uma frase, aos nomes de seus parentes e amigos ou ainda a uma história. "Pegue, por exemplo, as iniciais de uma fórmula e crie em cima delas uma frase. Assim, quando precisar usar esta determinada expressão, lembrará da brincadeira e, conseqüentemente, dela", explica Pachecão.

Aprendeu? Então, agora comece a usar estas dicas durante os seus estudos. Não é recomendável, porém, que você saia aplicando estas associações em todas as matérias. O professor e coordenador do cursinho da Poli, Edson Futema, alerta que é preciso ter cautela e utilizar esta "técnica" apenas nos conteúdos de maior dificuldade. "O aluno não pode ficar o tempo todo preocupado em criar frases para decorar uma fórmula ou um conceito. Isso pode atrapalhar o desempenho acadêmico dele. Esta associação só deve ser utilizada como segundo plano", ressalva.

Já o professor Pachecão ressalta que a associação pode ser utilizada sempre que preciso para guardar um princípio, um conceito ou um fundamento. Para ele, as questões das provas estão sempre ligadas a estes princípios. "É preciso saber a lei. Não faz sentido o aluno ter que ficar estudando as partes específicas de um estudo, que já é conseqüência de uma lei", explica. "O papel do professor de cursinho é simplificar ao máximo a vida do aluno para ele passar no vestibular. Subtende-se que ele já tenha aprendido as partes específicas de uma lei no Ensino Médio", completa.

Atenção: também não adianta aplicar esta técnica e conseguir decorar todas as fórmulas e conceitos se você não sabe utilizá-las. "O recurso da associação é um pequeno instrumento que só terá validade e eficiência se acompanhado de outras ferramentas", garante Futema. Este processo, segundo o professor, tem que ser seguido de uma explicação e, ainda, de muitos exercícios para praticar o aprendizado.

Vale lembrar que a associação é um processo facilitador para a memorização de determinados conceitos. No entanto, ela não é a garantia do sucesso no vestibular. "O que vai garantir que o aluno consiga atingir aquele tão esperado sonho de ingressar em uma universidade é a dedicação dele. É preciso colocar a mão na massa e levar os estudos a sério", conclui Pachecão.

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