PSICOPEDAGOGIA: ESCOLA E FAMILIA E O ENVOLVIMENTO DAS PARTES NA APRENDIZAGEM DAS CRIANÇAS.
Sônia de Oliveira Graça
Ivan Carlos Zampin
Resumo
O arcabouço da escrita desse artigo se apresenta em revisão bibliográfica na área da psicopedagogia, a qual vem como proposta de acrescentar aos nossos conhecimentos um aprendizado significativo, para tanto é realizado um estudo bibliográfico pelo conceito da importância da psicopedagogia e a atuação do psicopedagogo, apresentando-se o que alguns autores conceitualmente titularizam de mais importante, com contribuições teóricas pensando em tudo que abrange o convívio professor-aluno, família-escola, e como a psicopedagogia está exatamente ligada entre ambos no contexto da aprendizagem. Assim, compreender o papel do psicopedagogo dentro da instituição educacional que observa o processo do aprender ao de ensinar, que envolve dinâmica de forma atenciosa e crítica e que o propósito não é apenas observar a criança na aprendizagem, mas tudo que envolve direta ou indiretamente o mecanismo do processo, assim a psicopedagogia busca novas estratégias, realiza análises entre a instituição, o indivíduo e suas relações, criando uma conexão entre as partes tendo uma visão ampla do objetivo a ser alcançado.
Palavras-chave: Psicopedagogia, Instituição, Escola, Família, Ensino, Aprendizagem.
INTRODUÇÃO
A elaboração desse trabalho acadêmico visa buscar informações essenciais no desenvolvimento de trabalhos e pesquisas realizadas na área da psicopedagogia por meio de estratégias diferenciadas na aprendizagem com auxílio de um psicopedagogo entre a escola e a família. E entendermos a dificuldade de aprendizagem, suas características complexas e as diversas perspectivas que envolvem uma vasta pesquisa a ser estudada sobre o assunto. De acordo com nossas bases literárias, os primeiros núcleos psicopedagógicos foram criados na Europa, em 1946, em ligação com a medicina, pedagogia e psicologia, com grande objetivo de readaptar as crianças que possuíam comportamentos considerados socialmente inadequados sendo eles na instituição de ensino ou com a família. Foi em 1970 que a psicopedagogia surgiu no nosso país com o objetivo principal em crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem e falta de compreensão, familiar ou escolar, entende-se que atitudes como esta retardam o desenvolvimento e crescimento intelectual.
A psicopedagogia vem tendo trabalhos específicos que se referem a esse tema, quanto mais se tentam esclarecer mais particularidades vão surgindo. Foi da dificuldade na aprendizagem que surgiram direções inerentes e nessa relação entre uma e outra que surgiu a necessidade de uma melhor percepção de como está sendo aplicada a metodologia na aprendizagem. Com isso buscar a relação entre a família e escola, tentar compreender a influência entre ambos, estudar soluções que possam romper barreiras, possibilidades que inclua a psicopedagogia no âmbito escolar e métodos que proporcione intervenções e diálogos. Família-escola têm consideráveis relações e o psicopedagogo fica numa posição de incumbência de fazer a intermediação entre um e outro, que vai proporcionar uma melhor cognição do procedimento junto ao cenário pedagógico, de forma mais ampla e possibilitar que família e escola possam estar juntas para obter resultados satisfatórios.
PSICOPEDAGOGIA: IMPORTÂNCIA E ATUAÇÃO PROFISSIONAL
A importância da psicopedagogia se dá com o psicopedagogo como protagonista a fazer num primeiro instante a observação do processo educativo e poder perceber a dificuldade da aprendizagem. Seu trabalho se dá na metodologia e orientação do professor para com o aluno. Observar, orientar e dialogar com professores e aconselhar a família são fatores determinantes para possíveis resultados positivos na aprendizagem da criança, por isso a necessidade de envolver o meio social que é a escola e família, que juntas possam obter conclusões mais eficazes. O objetivo do psicopedagogo é sanar as dificuldades pré-existentes e trabalhar junto com a instituição, professor e a família para evitar transtornos na aprendizagem ou que outros surjam.
No Brasil a formação do psicopedagogo ocorre oficialmente, desde a década de setenta, regulamentada pelo MEC em cursos de pós-graduação e especialização, conforme orientação da ABPP estabelecida nas Diretrizes Básicas de Formação de Psicopedagogos no Brasil. Atualmente existem cursos oficiais em todo território nacional. Quem procura estes cursos são profissionais que buscam apropriar-se do estudo do processo de ensino-aprendizagem, buscando atuar nos seguintes campos, ou seja: clínico e/ou institucional (seja escola, hospital ou empresa/organização) além de pesquisadores na área.
Consoante ao critério estabelecido no Projeto de Lei 3.512-B/2008 que regulamenta o exercício da atividade em psicopedagogia atualmente tramitando no Congresso Nacional prevê em seu texto original:
Art. 2º Poderão exercer a atividade de Psicopedagogia no País: I - os portadores de diploma em curso de graduação em Psicopedagogia expedido por escolas ou instituições devidamente autorizadas ou credenciadas nos termos da legislação pertinente; II - os portadores de diploma em Psicologia, Pedagogia ou Licenciatura que tenham concluído curso de especialização em Psicopedagogia, com duração mínima de 600 horas e carga horária de 80% na especialidade. III - os portadores de diploma de curso superior que já venham exercendo ou tenham exercido, comprovadamente, atividades profissionais de Psicopedagogia em entidade pública ou privada, até a data de publicação desta Lei.
Acompanhando os trâmites legais deste projeto de Lei em regulamentação à profissão, concluímos importante atualizar as informações e andamento a este respeito.
Revisão Histórica, no Congresso Nacional:
1997: Projeto de Lei 3124/97 de autoria do Dep. Barbosa Neto, dá entrada na 1ª Comissão na Câmara dos Deputados, aprovado na 1ª Comissão da Câmara dos Deputados, e, encaminhado para a 2ª Comissão: da Educação, Cultura e Desporto. 2001: encaminhado para a 3ª Comissão: de Constituição, Justiça e Redação.
2007: arquivado com fundamento no art. 105 (encerramento de legislatura)
2008: Projeto de Lei 3152, de 2008, de autoria da Dep. Raquel Teixeira foi apresentada na Câmara dos Deputados em agosto/2008.
2009: Acatado por consonância o Parecer, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Parecer recebido para publicação na Coordenação de Comissões Permanentes (CCP) e encaminhado ao Senado Federal.
2014: Acatado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal o parecer que rege as práticas da profissão da Psicopedagogia. Uma reparação assegurou ainda a inserção dos fonoaudiólogos no cadastro como trabalhadores aptos a atuar na profissão, após a especificação requisitada. O Projeto teve que retornar à Câmara porque o Conselho Federal de Fonoaudiologia solicitou mudança no texto que situa a Psicopedagogia na área da Educação, ampliando para Educação e Saúde.
2016: O comitê de Educação da Câmara Federal aprovou a sugestão que permite a cada organização de ensino (federal, estaduais e municipais) ficar responsável pelo critério de assistência psicopedagógica de seus alunos. O psicopedagogo não necessariamente será lotado na escola, mas eventualmente em centro que atenda às escolas na medida das necessidades que se apresentarem. O texto aprovado é um substitutivo do deputado Geraldo Resende e inclui a regra na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, Lei 9.394/96). O suplente usou como menção dois projetos (PL 8225/14 e PL 209/15) que estabelecem o acompanhamento psicopedagógico na educação básica. O projeto ainda será analisado conclusivamente pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A íntegra das propostas pode ser pesquisada na web pelos números dos projetos: PL 7646/2014, PL 8225/2014, PL 209/2015.
O processo de regulamentação profissional, em 2004: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO): Psicopedagogia faz parte da família 2394-25: Avaliadores e orientadores de ensino.
A Classificação Brasileira de Ocupações – CBO – detém por desígnio reconhecer a apropriação da categoria no mercado de trabalho para conclusões classificatórias junto aos documentos organizacionais e domiciliares.
Ação Municipal da Cidade de São Paulo, em 2013: a prefeitura de São Paulo sancionou lei que programa o cargo de psicopedagogo na Rede Municipal de Educação do município. Conforme o Projeto de Lei, (PL 3.512) “o acompanhamento psicopedagógico tem como objetivo constatar, interceder e promover ações que contemplam a aprendizagem nas instituições de Educação Infantil e Ensino Fundamental”. Em seguida, o Decreto nº 55.309, de 17/07/2014, regulamentado pela Portaria nº 6.566, de 24/11/2014, em São Paulo, criou um núcleo multiprofissional, nos quais os psicopedagogos são fundamentais na composição da equipe e no atendimento às unidades educacionais.
Ministério da Saúde, em 25 de agosto de 2014: O Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, no uso de suas atribuições, altera atributos de procedimentos na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPM) do Sistema Único de Saúde e inclui o acompanhamento psicopedagógico de paciente em reabilitação, nos seguintes casos: CID G80.0 Paralisia cerebral quadriplégica espástica / Paralisia cerebral tetraplégica espástica; G80.1 Paralisia cerebral diplégica espástica / Paralisia cerebral espástica SOE; G80.2 Paralisia cerebral hemiplégica espástica; G80.3 Paralisia cerebral discinética / Paralisia cerebral atetóide / Paralisia cerebral distônica; G80.4 Paralisia cerebral atáxica; G80.8 Outras formas de paralisia cerebral / Síndromes mistas de paralisia cerebral; G80.9 Paralisia cerebral não especificada / Paralisia cerebral.
Pode-se concluir que houve progressos, o processo que vinha sendo desenvolvido no âmbito federal hoje pode ser realizado nos âmbitos estaduais e municipais, desde que haja projetos de lei que criem o cargo na respectiva esfera. Porém é de extrema importância esclarecer a diferença entre regulamentação e legitimação, portanto, legítimo é aquilo que se considera justo, razoável, aceito por consenso social e, legal é aquilo que está disposto em Lei. Importante se observar de perto muitas leis, pois nem todas se incorporam a cultura e caem em desuso. Quanto à Psicopedagogia, temos um setor de atividades fundamentadas socialmente, o que é observado pela quantidade de cursos de especialização ofertados pela formação científica da área, pela ampliação do mercado de trabalho, criação de cargos e funções em instituições públicas, privadas e órgãos estatais. É uma profissão que caminha a passos largos para a regulamentação, o que é relevante na medida em que visa a normatização da formação e do exercício profissional, protege o psicopedagogo e a sociedade de elementos distantes dos requisitos para a atuação em Psicopedagogia, assegurando direitos.
Observando a história deste profissional, percebe-se uma ação mais cautelosa, onde é priorizada a dimensão institucional ao foco individual. Segundo Porto (2006, p. 116, apud Oliveira, 2009, p. 69) [...] “a atuação psicopedagógica institucional auxilia o resgate da identidade da instituição com o saber mediando e resgatando o processo de ensino e aprendizagem". Entende-se então que é preciso que o profissional habilitado a esta função esteja aberto a diferentes situações, mediante as necessidades da instituição de ensino e seus educandos. É importante que o psicopedagogo identifique a causa que afeta o ensino-aprendizagem, assim, possibilita a ele direcionamentos que exemplificam sua atuação dentro da instituição educacional, neste contexto simplificando em três etapas importantes, (BOSSA, 1994) descreve: [...] a primeira tem seu foco na individualização do ensino, trabalhando a individualidade do educando, onde a instituição apresenta ao profissional o aluno e suas dificuldades, [...] a segunda tem como foco a instituição de ensino, buscando maneiras de aprimorar as formas de ensino e consequentemente melhorando o desempenho dos alunos, [...] a terceira refere-se às ações psicopedagógicas, auxiliando a escola a refletir sobre seus objetivos e executá-los da melhor maneira de forma sem que se desvie das finalidades educativas.
A atuação desse profissional é abrangente, conforme já sabemos na escola sua finalidade é observar e questionar as estratégias de ensino e as relações pessoais entre a instituição família e a criança, importante ressaltar também sua atuação em outras áreas distintas. Na empresa, por exemplo, o psicopedagogo atua no processo que envolve o relacionamento e comportamento dos funcionários, para um melhor convívio, pode também atuar na área de recursos humanos desenvolvendo propostas para socializar a instituição com outras entidades e ONGs. Nos consultórios, esses profissionais podem exercer seu trabalho prestando uma assistência extra escolar ou individual e ainda atender pacientes em hospitais, com alguma mobilidade funcional ou falta de memória.
Seu suporte é direcionado a várias áreas que abrange os transtornos de aprendizagem dos mais comuns até os mais complexos, que são: Transtorno do Déficit de Atenção - TDA, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Dislexia, Discalculia, dentre outras complexidades que possam ser mais ou menos graves, têm traços interdisciplinares somando com a contribuição de outras áreas do conhecimento, como: psicologia, fonoaudiologia, medicina em suas características. O objeto de estudo abrange a compreensão e intervenção nos problemas de aprendizagem, desta forma, regulamentar o exercício da atividade se dá como principal objetivo oficializar a normatização da formação e do exercício profissional, além de estender esse atendimento à população de baixa renda visando melhoria da educação e prevenção da saúde. Por fim, trataremos do papel do psicopedagogo frente a não aprendizagem e a formação docente, seu reflexo na prática educativa.
PSICOPEDAGOGO NA INSTITUIÇÃO ESCOLAR
A função do psicopedagogo é fundamental para a instituição escolar, como já sabemos a psicopedagogia é uma relação entre psicologia e pedagogia na busca de auxiliar a aprendizagem. Observando a trajetória de aprendizagem do ser humano a escola seria o primeiro contato de importante função social, pois é a partir do ingresso à escola que o indivíduo desenvolve seu cognitivo para a construção da sua aprendizagem e aprende a socializar e promover um conhecimento mais amplo. O ser humano é inserido no mundo cultural através da aprendizagem, ou seja, a escola denomina grande parte dessa inserção com uma aprendizagem sistemática, como se fossem órgãos especializados que a sociedade vê como uma entidade que promove saberes.
Com todos esses conceitos sobre a instituição-escola, ela passa a ser um fator de estudo na psicopedagogia que terá uma atuação mais considerada a respeito da criança e seu comportamento e também sobre o compromisso que a instituição tem para com sua aprendizagem. A preocupação da psicopedagogia em atuação na escola visa uma prevenção com o planejamento e o trabalho do psicopedagogo, ele irá realizar um diagnóstico e propor o que julga importante para a aprendizagem da criança, a proposta do psicopedagogo de um modo geral envolve todos que se fazem presente, ou seja, a família, escola, professor e conteúdo. Seu trabalho é realizado na instituição escolar envolvendo as metodologias, como ensinar, como aprender e a participação da família. O compromisso com esse trabalho preventivo junto à instituição escolar tende-se a considerar e muito os principais protagonistas, sendo eles, o professor e o aluno, que mesmo assim não estão sós, contribui também à família e o meio social que a criança está inserida, sendo então, tudo parte de um processo e desenvolvimento para aprendizagem.
Para compreender o trabalho do psicopedagogo na instituição precisamos entender que ele participa não só de uma avaliação que vem da escola, mas da história de vida dessa criança junto ao grupo familiar, se está vindo de uma família bem estruturada ou não. Isso facilitará e muito o desenvolvimento afetivo-intelectual com o meio familiar e social, pode ser um fator facilitador para essa criança ou não. Certos bloqueios de afetividade podem impedir o desenvolvimento da aprendizagem. É visível e provável que a criança terá mais dificuldades se fizer parte de uma família mal estruturada do que bem estruturada, mas é justamente o fator à afetividade que o psicopedagogo deve defender sobre a relação criança-escola, que tem como rigor preparar essa criança e promover sua aprendizagem de forma a inseri- lá na sociedade.
Outro fator importante que o psicopedagogo dialoga com professor que tem a capacidade de transmitir ao aluno seu mundo físico e social, sua formação e de suma importância, [...] “o professor que não vivenciou uma verdadeira apropriação do saber não poderá acompanhar o aluno no caminho da construção do seu conhecimento” (BOSSA, 1994, p.70).
O professor precisa compreender que ensinar não é um processo solitário, mas um processo de comunhão que o torna um mediador que pode transformar construir e reconstruir, escolher ser pedagogo é um ato de amor à criança de forma a liberar carinho e confiança, no seu caminho ao desenvolvimento dos seus saberes. Assim sendo a psicopedagogia na instituição se implica e muito na formação do professor, analisar e interpretar, saber o que causa certas atitudes presentes nesses sujeitos. [...] “portanto, o psicopedagogo deve refletir sobre estas questões, buscando dar sua contribuição no sentido de prevenir ulteriores problemas de escolaridade” (BOSSA, 1994, p.72). Estabelecer uma relação equilibrada e positiva entre professores, alunos, pais e autoridades escolares são aspectos extremamente importantes ao qual se ocupa a psicopedagogia no papel atuador do psicopedagogo.
A psicopedagogia vem tendo cada vez mais espaço nas instituições buscando alcançar áreas, que permita principalmente o trabalhar em grupo, com isso facilita ao psicopedagogo observar e comparar as dificuldades de aprendizagem e diagnosticar tais problemas. Respondendo a pergunta que muitos professores se fazem: Porque aquele aluno não está obtendo resultados satisfatórios dentro da sala de aula? Portanto, avaliar eventuais proventos do aluno, possibilita perceber a diferença entre obstáculos de aprendizagem que é comum criada por alguma comoção que aquela pessoa teve na sua vida a má sorte de nascer com problemas neurológicos, não podemos esquecer-nos de mencionar até onde essa dificuldade seria presente com a metodologia aplicada além do espaço sócio cultural que a criança está inserida e o afetivo.
Outro fator importante é o diagnóstico pelo profissional incluindo a prevenção quando falamos da evasão escolar, pois, ao analisar as necessidades do aluno, traz consigo também a vontade de estar dentro da sala de aula, participando e aprendendo tudo o que lhe é proposto no contexto escolar.
Todos os dias surgem novos casos de alunos com problemas na aprendizagem, segundo uma pesquisa levantada (CIASCA, 2003) professora especialista em Neurologia Infantil, no Brasil cerca de 70% das crianças apresentam alguma dificuldade para ler ou escrever, ou ainda algum distúrbio. Dentre eles, cerca de 10% a 15% das crianças apresentam dislexia, aproximadamente 11% tem discalculia, 22% apresentam problemas de comunicação, 14% possuem algum tipo de deficiência mental, 6 % apresentam outros problemas de saúde, 3% múltiplas deficiências, 2% problemas motores, 1,5% deficiência auditiva e 1,2% deficiência visual. Essas dificuldades apontam que uma instituição precisa junto com o psicopedagogo construir um processo de ensino e aprendizagem, trabalhando formas diferenciadas, adaptando cada planejamento ao bloqueio daquele aluno, um olhar cuidadoso e clínico, trazendo a família para participar nessa etapa junto com a escola, dando suporte dentro de casa e na instituição. Respeitar o tempo e o espaço do aluno é de grande significância, visto que, cada criança aprende de uma forma, diante disso, consolidar essa aprendizagem, assim fluindo sem pressionar o que está sendo oferecido naquele momento, o seu processo natural e contínuo.
A PSICOPEDAGOGIA PREVENTIVA
A psicopedagogia na escola rompe o paradigma da preocupação dos problemas de aprendizagem, dividindo-se em duas partes, são elas: a psicopedagogia curativa ou terapêutica e a psicopedagogia preventiva. Dessa forma apresentam-se abaixo as análises sobre cada ítem descrito. A psicopedagogia curativa busca reintegrar o indivíduo com problemas de aprendizagem, na construção do seu conhecimento, sendo desenvolvida individualmente em consultórios e tem sido reformulada para o trabalho em grupo, nas instituições como escolas e centros de reabilitação, por exemplo. Para as autoras Fagali e Vale (1993, p.9). [...] a abordagem curativa está voltada para grupos de alunos que apresentam dificuldades na aprendizagem e tem como objetivo reintegrar e readaptar o aluno à situação de sala de aula, respeitando as suas necessidades e ritmos. [...] psicopedagogia preventiva tem como meta refletir e desenvolver projetos pedagógico-educacionais, enriquecendo os procedimentos em sala de aula, as avaliações e planejamentos na educação sistemática e assistemática.
Para alcançar os objetivos, os psicopedagogos procuram a integração entre questões afetivas e cognitivas, edificadas em diferentes áreas do conhecimento e trabalham as relações vinculares professor-aluno. Bossa (2007, p.89) apud OLIVEIRA (2009), diz que a, [...] dedicação ao planejamento educacional, assessoramento pedagógico e colaboração na elaboração dos planos educacionais, a ação psicopedagógica assume caráter clínico, pois é a partir da realização do diagnóstico institucional, o psicopedagogo fará o planejamento pertinente a cada situação.
O psicopedagogo institucional, após a observação do explícito e constatação do implícito, através do diagnóstico, deve planejar a intervenção psicopedagógica. Levando em consideração o indivíduo e os elementos à sua volta, focando naquilo que não funciona e ressaltando os pontos positivos, para trabalhar a partir deles. Para que o psicopedagogo faça uma intervenção, é preciso uma profunda observação na dinâmica, organização, recursos e espaços do ambiente escolar.
Enquanto assessor, o psicopedagogo, na visão de Bossa (2007, p.89) apud OLIVEIRA (2009), [...] deve orientar a escola sobre o seu papel na reestruturação da atuação da instituição, assim como ao redimensionamento do processo de aquisição e incorporação do conhecimento no espaço escolar ou encaminhamento dos alunos para outros profissionais. Fagali e Vale (1993, p.10) destacam a existência de diferentes formas de intervenção pedagógica, a primeira é a necessidade da releitura e reelaboração, na programação curricular, enfatizando os aspectos afetivo-cognitivos, considerando o desenvolvimento global do indivíduo, a segunda maneira é fazer uma análise detalhada dos conceitos, através de atividades para trabalhar de diferentes formas o conteúdo programático, de forma que o aluno participe ativamente nos diferentes níveis de escolaridade, a terceira e última, está relacionada à criação de materiais, textos e livros para o uso do aluno, a fim de desenvolver o raciocínio, construindo de forma criativa o conhecimento, integrando o afeto e a cognição.
Para Jorge Visco (2009), existem possíveis intervenções e prevenções que possibilitam ajudar a criança no seu processo de dificuldade, são técnicas psicopedagógicas realizadas que possibilitam aos psicopedagogos utilizarem, uma maneira de diagnosticar e intervir com resultados obtidos na investigação. Fazer um reconhecimento sobre o vínculo de aprendizagem entre a criança e a escola, pede-se à criança que desenhe duas pessoas, uma que ensina e a outra que aprende, é solicitado ao aluno que as identifique e é perguntado: qual a idade delas?, pode ser que a criança até dê título ao desenho. Iniciar um diálogo de investigação observando os seguintes ítens: a) com objetos de aprendizagem; b) com quem ensina; c) de quem aprende consigo mesmo nesta situação.
Alguns aspectos do desenho possuem significados particulares, que interpretados com a devida cautela podem oferecer uma rica informação. O psicopedagogo deve observar as diversas características analisando para que compreenda melhor a intenção, proposta para investigação, tais como: posição dos personagens, tamanhos, as características corporais, perspectivas, âmbitos. São indicadores que irão facilitar e implicar o vínculo da escola com a criança e até mesmo com seus colegas de sala.
As diferentes perspectivas utilizadas na produção do desenho serão indicadores que vão dar um olhar de um ângulo diferente que possibilita ao psicopedagogo apresentar um estudo de como está o vínculo de aprendizagem da criança com a escola. O processo de investigação para saber como está o vínculo familiar da criança com sua aprendizagem segue o mesmo procedimento do processo de investigação no vinculo escolar. Mas agora em âmbito familiar, solicita que a criança desenhe e descreva os cômodos da sua casa e as pessoas que nela moram. A casa para a criança é um lugar significativo onde aprende e estuda e está vinculado tanto às pessoas que ali vivem quanto ao lugar físico nos quais reproduzem.
Estabelecer um diálogo, para que conste do seu lugar de estudo na casa, quem são as pessoas do desenho qual sua participação, quem o acompanha nas atividades escolares, com isso vai se revelando um estudo sobre a aprendizagem da criança, que vão se estabelecer através das situações que se realiza o estudo. Todo processo consiste em uma ordem e forma de administração própria, com finalidades distintas que consiste em descobrir a representação de cada membro da família, o que possuem de aprendizagem e o que podem transmitir para a criança, o objetivo é estudar o vínculo de aprendizagem com o grupo familiar e cada um dos integrantes do mesmo. A família não é necessariamente uma referência, positiva ou negativa, mas a necessidade de observar qual vinculo ela proporciona possibilitando a identificação e a construção de vínculos à particularidade da criança junto a cada membro da família que contribui para sua aprendizagem. Segundo Fernández (2001), o psicopedagogo deve ficar atento às relações que se estabelecem entre o sujeito ensinante e o sujeito aprendente, que há em cada aluno e em cada professor ou membro da família que está relacionado no sistema educativo como um todo.
O OLHAR DA PSICOPEDAGOGIA SOBRE A COMUNICAÇÃO, O VÍNCULO E O CONHECIMENTO
No entender de vários autores, vínculo é a maneira como nos relacionamos mutuamente, ao expressarmos sentimentos em face das diferentes situações. Pichon-Rivière (1998, p.24), entende o vínculo como [...] “a maneira particular pela qual cada indivíduo se relaciona com outro ou outros, criando uma estrutura particular a cada caso e a cada momento”. Para Pichon-Rivière, (1998, p.37), essa é uma estrutura dinâmica, em contínuo movimento que funciona acionada ou movida por fatores instintivos, por motivações psicológicas.
Os autores observaram que a comunicação-vínculo-conhecimento são interligadas e interdependentes, e que ambos refletem no processo de construção do conhecimento.
A psicanalista Melanie Klein, apud Leila Chamat (1997, p.17) diz [...] “o nível e o tipo de vinculação que a criança estabelece com as pessoas que a cercam vão determinar o nível e o tipo de vinculação que são estabelecidos com conhecimento, repercutindo, assim, na sua aprendizagem escolar”.
Tal pensamento revela a complexidade da tarefa do psicopedagogo, referente à compreensão do processo de construção do conhecimento do indivíduo. Através de uma investigação detalhada que o psicopedagogo irá buscar elementos que possibilite entender os fatores responsáveis pela não aprendizagem. A observação de comunicação da criança, segundo Chamat (1997, p.20) será pela abordagem da [...] “psicanálise como método de investigação profunda das relações envolvidas no não “aprender”, porém, dentro de um enfoque social onde se configuram as estruturas psíquicas dessa não possibilidade”.
Numa reflexão sobre nossa trajetória de aprendizagem, identificamos a “influência” das pessoas que conviveram conosco, no nosso jeito de realizar determinadas tarefas até mesmo na nossa preferência por leitura, passeios, entre outros. A dificuldade na aprendizagem pode ser característica do próprio indivíduo, que necessitará de uma atenção especial. Por outro lado, todas as patologias que levam à não aprendizagem, [...]“são originadas no convívio familiar ou escolar e/ou num contexto social mais amplo”, diz Chamat (1997, p.18) .
Quanto ao conhecimento da psicopedagogia existem três momentos distintos, no primeiro deles ela é voltada as metodologias desenvolvidas para os que têm dificuldade na aprendizagem, no segundo momento ela atenta ao processo do ensino, e por último o objetivo a investigação dessa dificuldade de aprender, que vem passando por diferentes conceitos atualmente e um dos mais importantes entre eles seria a dificuldade de aprendizagem onde designa também o biológico, afetivo e intelectual que de alguma forma possam interferir e influenciar as condições de aprendizagem da criança. Conclui Bossa (1994, p.13), A psicopedagogia trabalha com a concepção de aprendizagem segundo a qual participa um equipamento biológico com disposições afetivas e intelectuais que interferem na forma de relação do sujeito com o meio, sendo que essas disposições influenciam e são influenciadas pelas condições do sociocultural do sujeito e do seu meio. Assim as relações entre indivíduos que vivenciam juntos, o processo de construção do conhecimento, com pontos de convergência e divergência para melhor compreender as patologias emergentes dessa relação, refletem também sobre a comunicação, o vínculo e o conhecimento sob o enfoque da psicopedagogia.
ATUAÇÃO DA PSICOPEDAGOGIA NO PROCESSO DE NÃO APRENDIZAGEM DIANTE DAS RELAÇÕES FAMILIARES
A transformação histórica do contexto sócio-histórico-cultural é resultado de um constante processo de evolução. A estrutura familiar vai se modificando, dependendo do tipo de referência adotada como base para a educação dos filhos. Segundo Marturano (2002), a influência que a família exerce no aprendizado é muito significativa. Porém, não se deve responsabilizar toda somente a família pelo desempenho escolar do aluno. Mas deve se contar com suas características de aluno e a influência da escola.
A família contemporânea tem criado formas próprias de organização, sendo tal fato consequência dos tempos modernos. Qualquer mudança familiar irá refletir na subjetividade que se constrói na relação com o outro. Segundo Ackerman (1986, p.29), [...] “por maiores que sejam as transformações na configuração familiar, essa instituição permanece como unidade básica de crescimento e experiência, desempenho ou falha”. Contribuindo tanto para o desenvolvimento saudável quanto patológico de seus componentes. Baseando-se nos pensamentos mencionados, os autores enfatizam a importância da família para o desenvolvimento de cada um dos seus membros. Além disso, é fundamental ter um olhar atento como educador, para ser capaz de compreender melhor o papel do sujeito com dificuldade de aprendizagem que representa perante sua família.
São as características particulares de cada família que provêm um terreno fértil para a formação de um sintoma na aprendizagem e não um tipo específico. Para Fernández (1991, p.97), é por meio da interação dos quatro níveis de desenvolvimento humano (orgânico, corporal, intelectual e desejante) que o sujeito constrói novas aprendizagens. A construção e a dinâmica de cada um deles sofrem a influência direta da família. É necessário que a dinâmica psicopedagógica se volte para a compreensão dos papéis vivenciados por cada integrante da família, para auxiliar nas situações de diferenciação, discriminação, separação e exclusão, como objetivo central do tratamento.
É fundamental que se rompam as amarras da indiferença, uma vez que a aprendizagem é uma possibilidade tanto para a criança como para o adulto, de conquistar a autonomia. A interferência de diversos familiares é considerada terreno próprio para o aparecimento de sintomas na aprendizagem. Reconhecer a influência da família na formação global do sujeito exige que a psicopedagogia utilize um modelo diagnóstico, baseado na diferenciação de cada um dos integrantes.
A família é o primeiro grupo do qual o indivíduo faz parte, ela passa a ter um papel importante no que se refere ao entendimento das dificuldades de aprendizagem e na condução do processo terapêutico. Ela é à base de todas as experiências futuras da criança, podendo facilitar ou entrar no seu desenvolvimento.
Nas palavras de Fernández (1991, p.49), [...] "as dificuldades de aprendizagem acontecem na articulação entre inteligência e desejo, entre família e sintoma” conclui que mesmo julgando o sintoma decorrente da junção construtiva do corpo, organismo, da inteligência e da estrutura da vontade do sujeito, tudo está incluído num meio familiar e num sistema educacional, no qual seu sintoma tem sentido e funcionalidade e, não se pode diagnosticar o sintoma sem levar em consideração o grupo familiar e a instituição educativa. Não se pode ignorar a originalidade e a autonomia do sujeito, possibilitando-lhe espaço para que se expresse.
Para Chamat (1998, p.75), o diagnóstico das dificuldades de aprendizagem só faz sentido quando leva em consideração a leitura do significado do sintoma apresentado pela criança, deve-se observar o real significado do não aprender, mediante a leitura dos papéis assumidos pelos pais e pelo filho com dificuldade de aprendizagem. Paín, citada por Chamat (1998, p.75) diz que a ignorância enquanto significado do não aprender tem uma função tanto para o sujeito quanto para o grupo ao qual pertence, e essa patologia é fruto das relações vinculares familiares, que leva cada um a assumir um papel, a fim de encobrir uma patologia real. A dinâmica entre o sujeito com dificuldade e sua família é um fator determinante para o sucesso ou insucesso do trabalho a ser realizado.
Segundo Fernández (1991, p.100), ao determinarmos um lugar para um sujeito, “lugar do que não aprende” dentro do grupo familiar, acabou por induzi-lo a vivenciar tal papel. As pessoas envolvidas tratam o sujeito como se estivesse hipnotizado, sinalizando-o sobre como ele é, fazendo com que ele não se sinta autorizado a se apropriar de novas aprendizagens. Embora não haja padrões próprios para definir as famílias de sujeitos com problemas de aprendizagem, vai ser através da investigação do psicopedagogo, que se terá o conhecimento necessário para planejar as ações psicopedagógicas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como grande objetivo aqui, é compreender a importância do psicopedagogo de intervir junto a esses dois conceitos que foram apontados, ou seja, escola e família, nesse espaço social da criança que possibilita e permite participação onde tanto à escola quanto a família são responsáveis diretos ou indiretamente, a sua aprendizagem. Aqui há a compreenção de o quão importante é a ação do psicopedagogo no que diz respeito à dificuldade de aprendizagem, analisando no contexto escolar, familiar e nos aspectos cognitivos e biológicos e a necessidade de cada criança no seu momento de aprender, estudando formas de envolver a família, estreitando o elo entre a escola e a família.
A união entre as duas instituições possibilita compreender as formas que se fazem necessárias para que o psicopedagogo trabalhe com eficiência e consiga orientar a criança de maneira que possa oferecer a ela o aprendizado de forma mais afetiva. Dentro das perspectivas, nota-se que todos os autores no primeiro momento destacam a individualidade da criança, pois, a falta de atenção, seja familiar ou não, provoca em si (criança) uma forma de enxergar somente os problemas.
Buscar explicações sobre essa dificuldade de aprender, não ajuda quem está sendo prejudicado (aluno), ou seja, crianças exigem atenção e prioridade e cabe aos professores/educadores esta função. Alguns dos potenciais fatores de dificuldades encontradas na aprendizagem são disortografia, dislexia entre outras que fazem parte do desenvolvimento psíquico da criança, assim, se pode entender junto a ele a queixa e as dificuldades do indivíduo em si e, tudo o que o envolve em diferentes contextos aqui apresentados, torna possível concluir que a psicopedagogia, escola e família, são concepções distintas que precisam ser compreendidas e ao mesmo tempo podem ser estruturas com diferentes estratégias que vão ajudar a criança na sua dificuldade de aprendizagem.
Nas reflexões aqui apresentadas, tratou-se de questões em que as bibliografias indicassem o caminho, para que o entendimento proporcionasse um resultado extenso e o objetivo de retratar essa maravilhosa profissão e apresentar todas as vantagens que envolvem as diferentes técnicas e pensamentos da psicopedagogia no exercício do psicopedagogo. Grande parte dessa aprendizagem acontece dentro da instituição escolar, destaca-se então a importância da formação continuada para melhor capacitação de pedagogos e/ou psicopedagogos, para que ocorra a fundamentação de uma teoria sólida e o educador possa compreender melhor o processo de conhecimento dos alunos, identificando as diversas etapas do desenvolvimento evolutivo dos mesmos, compreendendo e prevenindo possíveis dificuldades de aprendizagem. Desta forma se conclui que na opinião dos autores, independente do questionamento da não aprendizagem, o essencial é saber definir como as relações surgem e como acontecem as interações entre a comunicação, o vínculo e o conhecimento do indivíduo na sociedade como um todo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ACKERMAN, Nathan W. , Diagnóstico e Tratamento das Relações Familiares. Editora Artes Médicas São Paulo - .LP Brasil 1986.
BACK, Gimara Cristine. Dificuldades e Distúrbios de Aprendizagem. Editora Contentus 1 ed. 2020
BOSSA, Nádia Aparecida. A Psicopedagogia no Brasil Contribuições a Partir da Prática. Editora Artes Médicas 1 ed. Porto Alegre 1994. Editora Artmed 3 ed. Porto Alegre 2007.
BRASIL, Projeto de Lei Federal 3.512-B, DE 2008
CHAMAT, Leila Sara José. Relações Vinculares e Aprendizagem: um enfoque psicopedagógico. Editora Vetor 2 ed. São Paulo, 1998.
CIASCA, Sylvia Maria. Distúrbio de Aprendizagem: Proposta de Avaliação Interdisciplinar. Casa do Psicólogo Editora Ltda. 2 ed. São Paulo, 2003.
FAGALI, Eloisa Quadros; VALE, Zélia del Rio. Psicopedagogia Institucional Aplicada: A aprendizagem escolar dinâmica e construção na sala de aula. Editora Vozes. 2 ed. 1993.
FERNÁNDEZ, Alicia. Psicopedagogia em Psicodrama: Morando no brincar. Editora Vozes 3 ed. São Paulo, 2001.
__________.A Inteligência Aprisionada: Abordagem Psicopedagógica. Editora Artmed. 1 ed. Porto Alegre 1991.
FERREIRA, Marlene de Cássia Trivellato; MARTURANO, Edna Maria. Ambiente Familiar e os Problemas Comportamento Apresentado por Criança Baixo Desempenho escolar. Universidade de São Paulo. USP – Ribeirão Preto 2002.
OLIVEIRA, Mari Ângela Calderari. Intervenção Psicopedagógica na Escola. Fundação Biblioteca Nacional 2 ed. Curitiba 2009.
__________ . Psicopedagogia Institucional e Educacional em Foco. Editora Intersaberes 1 ed. Curitiba 2014 –
__________. Fundamentos da Psicopedagogia. Editora Iesde 1 ed. Curitiba 2017.
POTKER, Caroline Andréa; LEONARDO, Nilza Sanches Tessaro. Professor- Psicopedagogo: o que este profissional faz na escola. Universidade Estadual de Maringá UEM. DPP. Maringá 2012.
RAMALHO, Danielle Maneira. Psicopedagogia e Neurociência Neuropsicopedagogia e Neuropsicologia na prática clínica. Editora Wak 2 ed. Rio de Janeiro 2019.
REVIÈRE, Enrique Pichon. Teoria do Vínculo. Editor Martins Fontes 6 ed. São Paulo, 1998.
SÃO PAULO, Decreto Municipal nº 55.309, de 17/07/2014, regulamentado pela Portaria nº 6.566, de 24/11/2014.
SERRA, Dayse Carla Genero. Teorias e Práticas Psicopedagógicas Institucional. Editora Iesde 1 ed. rev. Curitiba 2012.
SILVA, Kátia Cilene da. Introdução a Psicologia. Editora Intersaberes 1 ed. Curitiba 2012.
VISCA, Jorge. Técnicas Projetistas Psicopedagogia e Pautas Gráficas Para sua Interpretação. Editora Visca & Visca 2 ed. Buenos Aires 2009.
WEINBERG, Cybelle; KUPFER, Maria Cristina; MOOJEN, Sônia. Psicopedagogia Uma prática, diferentes estilos. Editora Casa do Psicólogo 4 ed. São Paulo 2012.
Sônia de Oliveira Graça: Professora Rede Estadual e Municipal de Itapevi de Ensino, Pedagoga, Graduanda em Licenciatura em Artes Visuais.
Ivan Carlos Zampin: Professor Doutor, Pesquisador, Pedagogo, Graduado em Educação Especial, Docente no Ensino Superior e na Educação Básica, Gestor Escolar, Especialista em Gestão Pública, Especialista em Psicopedagogia Institucional.