| A Unioeste, campus de Marechal Cândido Rondon, propôs ao governo do estado o projeto “Sistema de produção de produtos processados com peixe para inclusão na merenda escolar”. Mantido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), pelo Programa Universidade Sem Fronteiras, o projeto capacita e estimula os piscicultores a transformar a polpa do peixe em produtos industrializados como nuggets, almôndegas, fish burger e espetinhos de peixe.
“Para industrializar a polpa do peixe não é necessário o uso de tecnologia tão elaborada. Fizemos testes e a prefeitura aprovou a qualidade do produto para que seja incluído na merenda escolar”, afirma o professor dos cursos de Agronomia e de Zootecnia da universidade, Armin Feiden.
Inicialmente, o projeto deve fornecer almôndegas de peixe a uma escola municipal. A intenção é que futuramente uma maior variedade de produtos industrializados seja fornecida às 23 escolas do município, além de escolas de dois municípios próximos a Marechal Cândido Rondon. Com isso, devem ser beneficiadas de 15 a 20 mil crianças.
De acordo com o coordenador do projeto, a inserção do peixe na merenda escolar é muito importante. “O peixe é rico em proteínas de alta qualidade. A ingestão de peixe, mesmo em pequenas quantidades, reflete no desenvolvimento do cérebro das crianças, pois o alimento contém praticamente todos os aminoácidos essenciais”, disse.
Outro objetivo do projeto é treinar as merendeiras para manusear os produtos adequadamente. “O peixe é um alimento perecível. Por isso, a importância de passar as recomendações higiênicas às merendeiras e de instalar uma indústria para que o preparo e a manipulação sejam adequados. Queremos reforçar a qualidade e criar uma indústria que tenha padrão”, disse Feiden.
Iniciado em janeiro deste ano, o projeto envolve dois biólogos e dois acadêmicos da Unioeste, um do curso de Engenharia da Pesca e outro de Zootecnia. O projeto ainda conta com a parceria com a prefeitura de Marechal Cândido Rondon e Cooperativa de Trabalho e Assistência Técnica do Paraná. “Nosso objetivo é recuperar a indústria do pescado na região. A merenda é apenas o início, pois o produto processado pode ser vendido em feiras, supermercados e outros lugares. Hoje, o projeto é essencial para a piscicultura local, que não tem alternativa de mercado. Mesmo com o projeto terminando, o processo de formação de novos mercados deve continuar”, destaca Feiden. (Envolverde/Nota 10) |