Projeto de estudantes quer ajudar deficientes visuais
Identificador de Transportes Coletivos foi um dos ganhadores do Prêmio Técnico Empreendedor, entregue nesta terça-feira (20) em Brasília
Marcelo Araújo
Brasília - Estimular o empreendedorismo e a inovação tecnológica como instrumentos para mudança social. Por essa perspectiva, o Prêmio Técnico Empreendedor, entregue na manhã desta terça-feira (20), em Brasília, premiou 17 projetos que de alguma maneira contribuem para modificar o contexto de suas comunidades, cidades, estados e do País. O Técnico Empreendedor é resultado de parceria entre o Sebrae Nacional, o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Uma das tônicas de projetos do Prêmio em 2007 teve como preocupação a inclusão social do portador de necessidades especiais. Estudantes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Pelotas (RS) desenvolveram um Identificador de Transportes Coletivos para Deficientes Visuais. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Técnico, no tema Inclusão Social.
Os alunos Bruno Fonseca, de 22 anos, e Rafael Zschornach, de 23, orientados pelo professor Rafael Gali, criaram um dispositivo que fica instalado nos ônibus e junto com o deficiente visual, aonde quer que ele vá. O aparelho opera por meio de radiofreqüência e se assemelha à forma de um telefone celular. Com alcance de 60 a 80 metros, quando o ônibus se aproxima, o identificador avisa o portador. A invenção pode captar a aproximação de até três linhas de ônibus diferentes.
Os alunos contam que para desenvolver seu projeto realizaram uma pesquisa junto ao Conselho Municipal, aos diretores de escolas especiais e aos próprios portadores de necessidades especiais.
"Ficamos muito contentes em termos sido finalistas do Prêmio. O reconhecimento prova que nosso Centro tem condições de formar técnicos. Que isso possa estimular outros jovens", declarou o aluno Rafael.
Para o professor Rafael Galli, um dos pontos importantes do Técnico Empreendedor é estimular os alunos a levarem para a sociedade o que aprendem em sala de aula. "Neste período em que desenvolveram o projeto eles se envolveram com a realidade dos portadores de necessidades especiais e procuraram conhecer as dificuldades que eles enfrentam na sociedade", lembra Galli.
Os jovens contam que já conseguiram patrocínio de empresas de Pelotas (RS) para realizar um projeto-piloto do Identificador de Transportes Coletivos em dois meses.
Crédito da imagem: Felipe Barra/ASN
(Envolverde/Agência Sebrae)