Projeto de educação ambiental do Museu Goeldi recebe premiação internacional
O projeto Educação e Conservação de Espécies Aromáticas Nativas da Amazônia, do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) – instituição vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), é um dos vencedores do Prêmio para Projetos Educacionais – Modelos nos Jardins Botânicos Brasileiros, “Educação para a conservação de espécies nativas”. Concedido pelo Botanical Gardens Conservation International (BGCI), por meio do programa Investing in Nature, a premiação visa financiar os melhores projetos de jardins botânicos brasileiros destinados à conscientização pública sobre conservação de plantas.
Fruto de uma parceria internacional entre o BGCI, HSBC, Earthwatch e a ONG WWF, o Investing in Nature incentiva a participação dos jardins botânicos em educação ambiental, conservação de plantas e desenvolvimento sustentável. No Brasil, o programa atua com o apoio da Rede Brasileira de Jardins Botânicos e do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Cerca de trinta jardins botânicos de todo País participaram da seleção deste ano. As propostas foram avaliadas a partir da relevância da comunidade que freqüenta e utiliza cada jardim botânico. Além do Museu Goeldi, foram premiados o Jardim Botânico Municipal de Bauru, com o projeto Pteridophyta: educação e conservação, e o Jardim Botânico de Recife, com o projeto Fale em Jangada que é pau que bóia”. Eles devem servir de modelo para projetos similares em outras regiões do Brasil e do exterior.
Projeto
Avaliado em R$ 65 mil, o projeto para educação e conservação de espécies aromáticas do MPEG deve ser implantado ainda este ano já com os recursos da premiação. Além de valorizar as espécies vegetais nativas da Amazônia, especialmente, as aromáticas utilizadas na alimentação, perfumaria, ornamentação e as medicinais, o projeto vai oferecer treinamento em práticas de jardinagem a professores e alunos de duas escolas de Belém (PA): a Escola Estadual Ulysses Guimarães e a Escola Bosque, localizada na ilha do Outeiro. Cerca de 200 participantes se tornarão técnicos em jardinagem e produzirão mudas de plantas nativas aromáticas a serem cultivadas em praças, escolas e jardins botânicos da capital paraense.
Coordenado pela educadora Helena Quadros, do Serviço de Educação e Extensão Cultural do Museu Goeldi, o projeto conta ainda com a participação das pesquisadoras Raimunda Potiguara e Maria de Nazaré Bastos, que ministrarão as oficinas e palestras; da chefe do Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, Vera Bastos, que coordenará uma unidade demonstrativa de produção de mudas; e dos engenheiros agrônomos Kleber Perotes e Amir Sousa, que vão gerenciar a produção de mudas e a elaboração de um banco de dados sobre as espécies vegetais introduzidas.