17/04/2008

Projeto busca capacitar jovens em dança e teatro

Por Vivian Lobato, do Aprendiz

Com o intuito de despertar a vocação e, posteriormente, profissionalizar os jovens da comunidade da favela do Coliseu, na zona sul da capital paulista, a Secretária Municipal de Cultura de São Paulo implantou o projeto Teatro e Dança Vocacional. Atualmente, a Coliseu tem 1.200 moradores, sendo 300 deles jovens.

As oficinas começaram há cerca de um mês e têm chamado a atenção dos jovens da comunidade. “São aproximadamente 30 participantes, mas existem mais pessoas interessadas. O grupo ainda está se formando”, comenta a líder comunitária da Coliseu, Rosana Maria dos Santos.

As aulas de dança são realizadas duas vezes por semana e as de teatro acontecem aos sábados. Segundo a educadora comunitária da Coliseu, Roberta Oliveira, os atuais oficineiros são profissionais atuantes no mercado e a intenção é que as atividades tornem-se aulas permanentes dentro da favela.

“A proposta não é aplicar algumas aulas apenas como uma atividade ou passatempo e sim, tornar um trabalho contínuo com os jovens dentro da comunidade, para que os participantes se profissionalizem”, explica Oliveira.

Além das oficinas profissionalizantes, a Coliseu também oferece aos moradores reforço escolar, atendimento psicológico e um centro de informática com 15 laptops com acesso à Internet. Essas atividades são resultado do trabalho de articulação e organização comunitária local que se iniciou na Coliseu há quase dois anos.

Segundo a líder e a educadora comunitária, a Coliseu já obteve muitas conquistas, mas ainda precisa dar passos importantes. Para isso, necessita do apoio da comunidade e também de parcerias do poder público e do setor privado. “Muita coisa ainda tem que ser feita. O centro de tecnologia, por exemplo, fica à disposição da comunidade, temos equipamento e dois monitores voluntários, que se revezam durante o dia, mas faltam recursos e capacitação para iniciarem as aulas de informática”, lamenta Roberta.

Rosana também ressalta a importância de cursos técnicos e de capacitação para a Coliseu. “Acho boa a idéia das oficinas de dança e teatro, mas no momento também seria interessante cursos mais específicos, especialmente voltados para a área de informática, para inclusão digital”, completa.

(Envolverde/Aprendiz)

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