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O programa Município que Educa busca formar e articular atores sociais para contribuir com o desenvolvimento local. A iniciativa do Instituto Paulo Freire e da Universitas Paulo Freire (Unifreire) visa também ampliar e fortalecer os potenciais educativos das ações, das relações e dos espaços dos municípios brasileiros.
O programa pretende difundir a proposta de que a ação educativa deve ser o fio condutor de todas as políticas e ações dos municípios. “Potencializar o caráter educativo da cidade significa atrelar o atendimento da demanda a uma atividade de caráter pedagógico. Isso deve ocorrer intencionalmente”, explica o coordenador do programa, Paulo Roberto Padilha.
Para alcançar a meta, o Município que Educa promoverá fóruns e encontros municipais, intermunicipais e nacionais. O I Encontro Intermunicipal ocorreu no dia 28 de outubro na cidade de São Paulo (SP). Reuniu quase 100 representantes do poder público e da sociedade civil. O evento também marcou o lançamento do programa.
Segundo Padilha, o encontro é um momento para mobilização e formação dos gestores, agentes e instituições que trabalham para o desenvolvimento local. Também, para mobilizar e articular as pessoas, foi criada a rede social Município que Educa. A ferramenta é aberta para todos os interessados em trocar experiências ligadas aos princípios do programa. Por meio da Internet, é possível saber como começar um “Município que Educa” e participar de debates e do blog coletivo.
“Queremos contribuir para um planejamento mais participativo, propiciando um diálogo sobre os problemas da comunidade. Ao levantar as demandas sociais, podemos definir conjuntamente o que fazer para haver uma vida de qualidade no município”, enfatiza Padilha.
A sensibilização para ações coletivas e partipativas também acontecerá por meio de cursos presenciais e a distância voltados à formação de gestores de secretarias municipais, conselheiros, educadores, organizações sociais e cidadãos.
“Quando o município adere a esse movimento, ele constrói processos aproximativos e formativos para a criação de outra cultura, para superar a ideia de que só um é responsável pelo planejamento. O processo educativo possibilita mudança de comportamento”, descreve Padilha.
O coordenador do Município que Educa lembra que a adesão ao movimento é livre, não precisa ser gestor ou educador. “Toda pessoa é um sujeito educador”.
(Envolverde/Aprendiz) |