22/03/2006

Programa da Prefeitura realiza sonho de futuros professores

Thaís Carvalho tem um bom motivo para comemorar neste início de 2006. Estudante do último ano do Curso Normal Superior do Instituto Singularidades, ela será uma das pioneiras de um projeto da Prefeitura Municipal de São Paulo que pretende melhorar a qualidade de ensino nas escolas da rede. Trata-se do recém-lançado programa Ler e Escrever –Prioridade na Escola Municipal que vai colocar professores auxiliares nas classes de 1o. ano do Ensino Fundamental. Ela é uma das estagiárias que vão ajudar no processo de alfabetização dos 68.600 alunos da rede.

Assim como suas 39 colegas do Singularidades que se engajaram no projeto, Thais passou por uma formação específica e agora já está colocando em prática o que aprendeu. E o melhor, vai receber por isso. A prefeitura vai pagar um salário a cada estagiário no valor de R$ 320,00, mais um auxílio transporte. “As expectativas em torno desse projeto são grandes. Além de estar aprendendo muito, vou participar de um processo que vai melhorar o ensino no meu país. Para mim isso representa um sonho se realizando”, confessa Thaís.

Os auxiliares serão a “sombra” do professor da classe. Estarão ali fazendo intervenções junto ao “professor regente”, em completa sintonia com ele e com as crianças. Para tanto, ele será fixo em uma só sala durante os dez meses que durará o contrato de estágio.”Isto permite um comprometimento e o acompanhamento do processo, tanto das crianças como dos estagiários”, diz Ivaneide Dantas da Silva, professora do Singularidades e Supervisora do estágio.

Segundo Cristiane Teixeira Mager, Coordenadora Pedagógica do EMEF José de Alcântara Machado, no bairro do Real Parque, uma das escolas que receberão estagiários, esse é o lugar certo para esses futuros professores terem essa oportunidade. “Às vezes o estagiário fica com muito pouco espaço para atuação. Essa será mesmo uma boa oportunidade para aprender. Elas serão muito bem vindas, porque são muito necessárias. A escola pública está precisando de pessoas com boa vontade. Com certeza, as crianças serão as grandes beneficiadas”, comemora a educadora.

“Com um forte eixo de atuação na melhoria da escola pública, o Singularidades pretende, participando desse programa, que seus alunos ainda como aprendizes, tenham um contato com a realidade escolar o que, com certeza, vai promover o crescimento desses futuros profissionais”, diz Ivaneide. “Muito mais do que a remuneração, os universitários ganham também muita experiência. Será uma oportunidade muito boa para eles que experimentarão uma relação entre a teoria e a prática, pensando na educação no espaço em que ela mais precisa de atenção”, finaliza.

O Instituto Singularidades – Faculdade de Curso Normal Superior reconhecida pelo MEC com nota A – situada na zona oeste da capital, representa a concretização de sonhos de muitos jovens da periferia. Com mais de 230 alunos, essa escola é dirigida pela educadora Gisela Wajskop, uma das responsáveis pela elaboração dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) do Governo anterior. “Mais de 60% dos alunos dessa faculdade são oriundos de comunidades carentes de São Paulo”, conta a diretora.

Assine

Assine gratuitamente nossa revista e receba por email as novidades semanais.

×
Assine

Está com alguma dúvida? Quer fazer alguma sugestão para nós? Então, fale conosco pelo formulário abaixo.

×