Professores serão qualificados para presídios
No Brasil, cerca de 70% dos 296,9 mil presos não possuem ensino fundamental completo e apenas 18% participam de alguma atividade educacional enquanto cumprem pena. Com base nesses dados, os ministérios da Educação, Justiça e a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) decidiram firmar um convênio e vão qualificar os profissionais do sistema de ensino locais (estadual e municipal) para atuar nos presídios do país.
O Ministério da Educação (MEC) quer incluir os presidiários no Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja). De acordo com o diretor de Educação de Jovens e Adultos do Ministério da Educação, Timothy Ireland, ao unificar a oferta do ensino profissional ao regular, os presos estarão aptos a ingressar no mercado de trabalho após o cumprimento da pena.
Um seminário nacional será realizado na semana que vem para debater propostas discutidas em encontros promovidos nos estados para ampliar as atividades educacionais nos presídios.