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Carreata de protesto acontece nesta quinta-feira. Anúncio da paralisação será publicado em jornal de circulação nacional
Os professores da UnB querem nacionalizar a luta pela URP. Até a próxima semana, a ADUnB deve publicar uma nota no jornal Estado de S. Paulo endereçada ao presidente Lula e aos ministros Fernando Haddad (Educação) e Paulo Bernardo (Planejamento). O texto vai apontar a "verdadeira segurança alimentar" dos servidores, que depende da URP.
O texto final deve ser decidido pelo Comando de Greve até a próxima semana. A ideia é que a publicação saia antes do parecer da AGU sobre a URP (leia mais aqui). A greve também deverá ocupar a pauta do Conselho Unibersitário (Consuni), na próxima sexta-feira, quando a paralisação completa um mês.
Essa nota foi aprovada em assembleia da categoria, na manhã desta quarta-feira, ao valor de R$ 128 mil (o que corresponde a 11% do caixa do sindicato). A professora Graciela de Carvalho questionou o valor do orçamento da ADUnB. O que enfureceu o presidente da ADUnB, Flávio Botelho. Com o dedo em riste e aos gritos, Flávio disse que as contas da associação estão todas na internet.
O professor Cláudio Lourenzo, do Departamento de Saúde Coletiva, apresentou uma planilha que compara o salário básico de um docente de ensino superior no Brasil (R$ 5.260) com os outros cargos do Poder Executivo. Os professores têm o 16º pior salário entre todas as carreiras. Das outras 15 categorias que recebem menos que os professores, 13 são de nível médio.
Na reunião, também foi proposto que a greve debata a fundo os princípios da autonomia e da isonomia nas universidades. A autonomia universitária está garantida pela Constituição Federal, mas ainda não foi regulamentada pelo Congresso Nacional. "As assembleias têm tido uma postura de reflexão, por isso é importante proceder á autonomia e à isonomia, da mesma forma que estamos fazendo com a URP". A ação que está sendo julgada no STF questiona a autonomia da universidade para fazer o pagamento da URP, que começou com um ato do reitor Antonio Ibañez – este baseado no princípio da isonomia entre servidores.
Na tarde de quinta-feira, haverá uma ato de protesto. A saída será no Ceubinho, às 13h30. O objetivo é fazer uma carreata para encontrar o presidente Lula.
(Envolverde/UnB Agência)
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