Professores de SP usam o teatro para discutir o papel da escola
Dona Escola já percorreu o país e é fruto de um "working progress" de mais de cinco anos, segundo a administradora do projeto.
O último final de semana foi de reflexão para professores da rede municipal de ensino de São Paulo que assistiram às quatro apresentações da peça Dona Escola, no Teatro João Caetano (Vila Mariana), a convite da Secretaria Municipal de Educação.
A escola está velha? Seus muros a defendem da realidade externa? Qual deve ser sua atitude diante da sociedade? Estas e outras questões foram discutidas de forma bastante divertida arrancando gargalhadas do público.
A peça tem três personagens: Dona Escola (Paulo Bottoz, também autor do texto), Programa Pedagógico (Edvaldo Costa) e Comunidade (Daniel Cucolo, que também faz a abertura do espetáculo).
Durante quase duas horas, o Programa Pedagógico e a Comunidade tentam convencer Dona Escola, que está se sentindo deprimida, abandonada e desrespeitada, a rever seus conceitos e se abrir mais para o mundo externo.
O texto ressalta a hesitação em aceitar novos desafios de Dona Escola, presa a um passado que já não existe - porque o mundo mudou. Cabem ao Programa Pedagógico e Comunidade encorajá-la a sair de seus muros e conhecer os dias de hoje.
Dona Escola já percorreu o país e é fruto de um "working progress" de mais de cinco anos, segundo a administradora do projeto, Cristiane Coelho.
Por ter poucos elementos em cena - uma cadeira, um baú e um banquinho servindo como púlpito - permite ao público concentrar toda a atenção no texto e atuação dos atores. "O espetáculo contribui no pensamento do que representa a escola nos dias de hoje", diz Cristiane.