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Professores de educação física do estado do Rio de Janeiro se reuniram nesta quinta-feira (6) em frente à Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em ato público contra o Artigo 90 E da Lei Pelé, que cria a figura do monitor de esporte. O cargo de monitor de esportes poderá ser exercido por qualquer atleta que seja federado por três anos consecutivos ou cinco anos intercalados, sem a necessidade de ser formado em educação física. Em Brasília também houve um protesto dos profissionais em frente ao Congresso Nacional.
De acordo com a Agência Brasil, o coordenador do Movimento pela Valorização do Profissional de Educação Física, Sergio Tavares, disse que o objetivo é suprimir o artigo, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, “por pressão da bancada do futebol”, e irá ainda à votação no Senado.
O movimento é apoiado por entidades representativas da atividade, entre elas o Conselho Regional de Educação Física (Cref 1) e o Sindicato dos Profissionais de Educação Física (Sinpef), que consideram a lei inconstitucional.
Para Tavares, a criação do monitor de esporte tem caráter eleitoreiro, na medida em que irá beneficiar ex-atletas sem formação profissional, oriundos especialmente do futebol, “pelo simples fato de terem mantido contato com um esporte de rendimento”. Na sua opinião, o artigo tenta desqualificar a Lei 9696 de 1998, que criou a profissão de professor de educação física, com exigência de curso de graduação de nível superior.
A educação física praticada no Brasil é referência no mundo inteiro, lembrou Sergio Tavares. Ele acredita que a criação do monitor de esporte poderá significar o desemprego de milhares de profissionais em todo o país. Somente no estado do Rio, cerca de 30 mil professores de educação física estão credenciados pelo Cref 1 e há mais de 40 faculdades de educação física. No país, esse número ultrapassa 300 faculdades, de acordo com dados do conselho.
(Envolverde/Nota 10)
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