Professor de Direito do UNIFESO recebe Medalha Tiradentes e título de benemérito da ALERJ
Com mais de trinta anos de advocacia criminal e cerca de quinze de magistério, após passar por movimento estudantil, pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ter ocupado relevantes postos na administração pública do Estado do Rio de Janeiro, o professor João Carlos Castellar, da disciplina Direito Penal Econômico do curso de Direito do Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO), foi duplamente homenageado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no dia 30 de junho.
Em sessão solene no Palácio Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro, ele recebeu das mãos do Deputado Coronel Jairo a Medalha Tiradentes e o título de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro. “O deputado fez um discurso que me tocou profundamente e aos demais presentes também. Foi uma solenidade muito bonita que se realizou no plenário da Alerj, com a presença de amigos, parentes, colegas de trabalho, alunos, enfim, uma porção de gente que conheci no transcurso da minha vida”, contou o professor João.
Em seu discurso breve e emocionado, o homenageado agradeceu a comenda, ressaltou a importância dos seus familiares – destacando a união de quase trinta anos com a arquiteta Maria Cristina e seus filhos – dos amigos e dos mestres. “É uma honra muito grande. A Medalha Tiradentes é a mais importante comenda concedida pelo Poder Legislativo do nosso Estado. Ademais, não sou uma celebridade. Não apareço na televisão. Muito esforço e dedicação são os elementos propulsores de minha carreira profissional e creio que esses elementos é que serviram de diferencial para o Deputado Coronel Jairo, ao conceder esta homenagem a uma pessoa do povo, um zeloso advogado criminal e dedicado professor de Direito Penal”, avaliou o professor.
Mais de três décadas de dedicação ao Direito
Para justificar a concessão da honraria, o Projeto de Resolução nº 1459/2010 destaca um pouco da trajetória do professor João Castellar. Formado em Direito pela Universidade Candido Mendes (UCAM) em 1980, teve em seu período universitário intensa participação no movimento estudantil, sendo membro do Diretório Acadêmico Senador Candido Mendes (DASCAM). A atividade rendeu a ele a prisão, em Belo Horizonte, juntamente com outros novecentos estudantes que participavam do III Encontro Nacional dos Estudantes, em 1977, na tentativa de reconstruir a União Nacional dos Estudantes (UNE). Ele estagiou nos escritórios de advogados ilustres como José de Aguiar Dias e de Evandro Lins e Silva, encantando-se com a advocacia criminal, especialidade a que se dedica desde então, tendo como padrinho profissional o advogado Arthur Lavigne, com quem trabalhou por cerca de quinze anos.
Cedo ele se vinculou à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, onde atuou por cerca de seis anos. Logo também se iniciou no magistério, ministrando a disciplina de Direito Penal na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RIO). Esta atividade somente sofreu interrupção a pedido do então vice-governador Nilo Batista, que o convidou, inicialmente, para servir como Membro do Conselho Penitenciário e, depois, como seu Chefe de Gabinete na Secretaria de Estado da Polícia Civil.
Findo este período, retomou a advocacia e a academia, tornando-se mestre em Ciências Criminais pela UCAM, especializando-se em Criminalidade Econômico-Financeira no Instituto Brasileiro do Mercado de Capitais (IBMEC) e tornando-se professor da disciplina Direito Penal Econômico no curso de Direito do UNIFESO. Atualmente é doutorando em Direito na PUC-RJ, membro do Instituto dos Advogados Brasileiros, do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais e da Sociedade Brasileira de Vitimologia. O professor também se dedica à produção literária, com dois livros e vários artigos publicados em revistas especializadas.