Prêmio da ONU incentiva voluntariado na universidade
Por Talita Bedinelli
ONU e ONG brasileira vão premiar dez ações de universitários de Análolis (GO) que tenham contribuído com os Objetivos do Milênio.
Grupos de voluntários ligados a duas universidades de Anápolis (a 50 quilômetros de Goiânia) vão receber um incentivo da ONU para intensificar atividades em comunidades pobres. Eles poderão participar do Prêmio ODM Universidades, que vai escolher as dez iniciativas de alunos que mais contribuíram com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM, uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a cumprir até 2015).
Até 15 de junho, estudantes matriculados na Universidade Estadual de Goiás e na UniEvangélica, que já praticam ações voluntárias, poderão se inscrever. Serão valorizadas as atividades que podem ser facilmente aplicadas em outros locais e que se destaquem por aliar os Objetivos do Milênio ao estímulo a projetos que podem ser mantidos pelas comunidades (mesmo sem os alunos).
Desde que o processo de inscrição foi aberto, em 1º de maio, 15 grupos já se cadastraram. Entre eles, uma equipe de enfermeiras que atua na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, outra que pretende educar utilizando métodos lúdicos (como o jogo da amarelinha) e uma terceira que vai ministrar aulas de educação ambiental.
“O prêmio é uma estratégia atrativa para conhecermos os alunos que praticam atividades voluntárias e aqueles que querem desenvolver alguma ação. Queremos mostrar que, com as capacidades que os alunos possuem, é possível que eles contribuam para o desenvolvimento”, apontou Cláudio Stacheira, oficial de projetos do IIDAC (Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania).
A premiação é uma iniciativa do IIDAC, do PNUD e do UNV (Programa de Voluntariado das Nações Unidas. Com ela, o instituto pretende mapear as ações voluntárias desenvolvidas em Anápolis e contribuir com o programa “Levar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para a Comunidade”, criado pelos três parceiros. O projeto começou no ano passado e já atua em outras duas cidades: Natal (RN) e Salvador (BA).
Para auxiliar os alunos das duas universidades, foram oferecidas oficinas que ensinavam aos estudantes a elaborar projetos e a colocá-los em prática. “O grande esforço dessas atividades era traduzir a teoria que os alunos aprendem diariamente naquilo que é realizado em cada comunidade”, destacou Stacheira.
Os dez projetos vencedores poderão ser disseminados para outras cidades. “Além disso, os benefícios são vários e vêm a somar ao currículo dos alunos e as estruturas das universidades”, completa o oficial de projetos do IIDAC.