29/02/2008

Prefeitura compra 25 mil livros para as bibliotecas de escolas e creches

Estudantes e professores da rede municipal de ensino começaram o ano letivo com 25 mil novos livros para aprendizagem, diversão e pesquisa. A Prefeitura de Curitiba comprou livros de ficção, técnicos e de literatura infanto-juvenil para reforçar o acervo das bibliotecas de escolas e creches municipais. "A compra dos novos materiais garante melhores condições de trabalho aos profissionais da educação e melhor aprendizagem dos estudantes", diz o prefeito Beto Richa.

Com a remessa dos novos livros, o acervo da rede municipal de bibliotecas escolares passa de 533.122 para 558.122 volumes, distribuídos em 112 unidades, entre escolas e Faróis do Saber. De 2005 a 2007, foram adquiridos 95.968 livros.

Entre os autores livros adquiridos neste lote, por meio de pregão eletrônico, estão obras de escritores muito procurados nas estantes das bibliotecas escolares, como Ziraldo, Elias José, Ricardo Azevedo, Eva Furnari, Ana Maria Machado, Lygia Bojunga Nunes, Sylvia Orthof e Pedro Bandeira. Também foram comprados clássicos da literatura infanto-juvenil .

Para professores e educadores foram adquiridos livros técnicos de educação e de literatura contemporânea, de autores como Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, e o moçambicano Mia Couto, além dos paranaenses Dalton Trevisan, Helena Kolody, Michel Sanches Neto, Wilson Bueno e Domingos Pellegrini.

Grande parte dos novos livros está sendo distribuída nas escolas e creches novas que serão inauguradas nos próximos meses. Para as outras unidades serão entregues kits, com um mínimo de 50 livros, que serão usados por estudantes e seus familiares. Por meio do programa Comunidade Escola, que mantém abertas as escolas nos fins de semana, a comunidade tem acesso aos acervos das bibliotecas durante as atividades de incentivo à leitura.

Educação infantil - Nas creches (Centros Municipais de Educação Infantil - CMEIS) o incentivo à leitura começa a partir dos 4 meses para as crianças atendidas nos berçários. Ainda de fraldas, meninos e meninas aprendem a gostar dos livros, manuseá-los e ouvir histórias.

A Prefeitura está investindo para manter atualizado o acervo de aproximadamente 24 mil livros divididos entre os 157 CMEIs. "Ampliar as ações de literatura nos CMEIs é parte das ações adotadas pela Prefeitura, desde 2005, para reformular a proposta pedagógica da educação infantil", diz a secretária municipal da Educação, Eleonora Bonato Fruet.

Com o exercício da leitura, feito pelas crianças das turmas de pré ou simplesmente ouvindo as histórias contadas pelas educadoras, as crianças começam a formar a postura de leitores, a desenvolver a compreensão de mundo e preparam-se para o importante aprendizado da escrita.

Livros adaptados - Para aproximar as crianças dos livros, os CMEIs têm acervos que garantem um mínimo aproximado de 150 livros para cada criança. São livros adaptados para a faixa etária, de plástico, tecido ou borracha, com capa dura, muitas ilustrações e de fácil manuseio. "A criança que ouve histórias lidas ou contadas tem maior imaginação e criatividade, comunica-se melhor, elabora hipóteses sobre as coisas que vivencia, é mais observadora", diz Eleonora.

A maioria das unidades tem cantos ou espaços dedicados às atividades de leitura e contação de histórias, e todas as educadoras são incentivadas pela Secretaria Municipal da Educação a desenvolverem projetos sobre o tema com as crianças, já a partir do berçário.
(Envolverde/ )

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