25/10/2008

Potencial da região para Aqüicultura é enorme

Potencial da região para Aqüicultura é enorme


Uberaba esta inserida numa região de clima favorável e que possui grande volume de água doce. Os lagos e as represas das usinas hidrelétricas também são locais propícios para se investir na Aqüicultura. Quem afirma é o coordenador do Núcleo de Estudos de Peixes Ornamentais Neotropicais (NEON) da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" e pesquisador do Centro de Aqüicultura da Unesp/Jaboticabal, o zootecnista João Batista Fernandes.

Segundo Fernandes, a Aqüicultura é dividida em carnicultura (criação de camarão, caranguejo, siri e caramujo), piscicultura (criação de peixe), ranicultura (criação de rã), ostreicultura (criação de ostras), malacocultura (criação de molusco), mitilicultura (criação de mexilhão) e algocultura (criação de algas). Durante sua palestra, realizada na VII Jornada Científica da Fazu, o pesquisador destacou, principalmente, o potencial da piscicultura para a região.

Para ele, existem dois tipos de mercado na piscicultura: "o do peixe criado em pesque-pague e o do peixe produzido em tanques para os frigoríficos que processam os filés". Ele recorda que há 15 anos, muita gente investiu em pesque-pague na região Sudeste. "Os pesqueiros alavancaram a piscicultura em São Paulo. Naquela época foram inaugurados cerca de dois mil. Hoje, existem cerca de 900", diz. Na opinião do especialista o número foi reduzido para mais da metade porque entrou muito aventureiro no negócio. "Para manter um pesque-pague é preciso bom tino comercial", comenta.

O mercado consumidor da piscicultura cresce em todo país. Há 13 anos, em 1995, a produção de peixes em cativeiro para abastecer o mercado interno era de 80 mil toneladas. Hoje, já são mais de 270 mil toneladas. "E esse aumento vai continuar", diz Fernandes. Ele acredita que apesar de não existir grande hábito de consumo de peixe na região de Uberaba, o Triângulo Mineiro tem um potencial enorme na Aqüicultura.

Um dos fatores positivos para investir nesse negócio, na região, é a pequena distância com São Paulo, onde ficam os principais frigoríficos: "Os produtores do Rio Grande do Sul dão um bom exemplo. Eles investem no transporte de peixes vivos para abastecer os frigoríficos paulistas e comercializar sua produção. Em alguns casos a distância ultrapassa mil quilômetros. E essa distância não é problema", ressalta Fernandes.

Em todo país a aqüicultura é incentivada pelo governo federal. Muitos pescadores trocaram suas redes de pesca e seus barcos pelos tanques-rede, que lhes garantem a sobrevivência e melhoram a qualidade de vida. Esse apoio chegou à região de Uberaba. Pescadores e empresários desse setor recebem um plano de incentivos do governo federal. Eles também contam com o apoio da secretaria de agricultura do município. E, agora, querem aproveitar o clima favorável da região, as terras, a mão-de-obra e a crescente demanda por pescado nos mercados interno e externo para investir no setor, principalmente na piscicultura.

Isabela Avelar
Assessoria de Comunicação - imprensa@fazu.br

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