23/10/2007

Plano de comunicação para empresas e escolas

Por Pedro Antônio Bernardi*

No mundo dinâmico, flexível e competitivo da economia, as
transformações ocorrem numa velocidade acelerada, enquanto nas
assessorias e consultorias de comunicação as mudanças acontecem ainda
com certa lentidão. Este plano de comunicação para empresas e escolas
foi construído com base em dez passos que interagem e se completam
entre si: Visualizar a totalidade, saber comunicar, criar guia
multidimensional, intensificar a comunicação interpessoal, abrir
centros de convivência, incorporar o ombudsman, privilegiar a
comunicação visual, utilizar multimídia eletrônica, aprimorar a
comunicação de retorno, precisar a região da indicatividade.

A leitura da totalidade da empresa facilita engajamento, integração e
compatibilidade de valores e crenças, a par de consubstanciar grau de
igualdade entre as pessoas e exercitar a unidade de diferentes
pensamentos e formas de julgamento. A visão parcelar cria dúvidas e
fendas entre os diversos universos e públicos que constituem a
organização.

As verdades se desafiam entre si, por isso saber comunicar é criar
relações de confiança, satisfazer necessidades, superar expectativas e
ressaltar a importância do ser humano como agente da sobrevivência da
organização.

O guia multidimensional é espécie de banco de dados que reúne
documentos de consulta, avaliação de desempenho, aferição da qualidade
das ações e inter-relações humanas, localização de serviços,
identificação de fatos relevantes. Ainda, é fonte preciosa de
informação histórica sistematizada.

Comunicação interpessoal "é doar-se e abrir-se para o outro, num
diálogo gerador de compreensão, de perdão, de comunhão e de
felicidade. Quando a informação flui em nível de diálogo, em que os
interlocutores falam uma linguagem impregnada de respeito, de
compreensão e de amor, então acontece a comunicação." (Leonilda
Menossi)

Os centros de convivência são locais para intercambiar idéias,
conversar, encontrar-se, bater-papo informalmente. Outra finalidade é
despertar os públicos para o exercício da cidadania participativa. O
caminhar juntos é mais produtivo quando há presença física de líderes
e liderados, inclusive para superar as desconfianças no subterrâneo do
silêncio.

Ombudsman é o olho clínico e crítico sem censura que ouve os públicos
para aferir o que pensam sobre a organização e dirigentes. Ele também
pode facultar ao gestor reflexão sobre eventuais equívocos e, ao mesmo
tempo, aprimorar serviços e valorizar colaborações.

A civilização da escrita está convergindo para a civilização da
comunicação audiovisual. A palavra escrita está cedendo parte de sua
importância. A mensagem mais atraente é aquela comunicada visualmente
e de fácil percepção e compreensão.

Meios eletrônicos e sistemas de telemática distribuem rapidamente
informações integradas e uniformizadas, implodem distâncias,
economizam recursos e esforços e facilitam o processo interativo com
os ambientes interno, externo e de mercado.

Feedback, comunicação de retorno, realimentação, retroalimentação são
processos similares que antecipam e corrigem erros de comunicação e de
gestão e aprimoram a convivência entre pessoas e grupos. São
ferramentas utilizadas não só para detectar falhas, mas principalmente
para estabelecer linhas gerais de ação que, por meio do planejamento
estratégico, visualizam maneiras eficazes de aperfeiçoar processos de
produtividade.

A região da indicatividade faz com que todos os públicos se
sintonizem, compreendam e acompanhem a mesma mensagem quando fazem leitura de alguma informação, novidade, risco, oportunidade ou ameaça.

* Pedro Antônio Bernardi é jornalista, economista e professor, consultor
de comunicação social, autor do livro Palavra amiga.
( pedro.professor@gmail.com)

(Envolverde/Assessoria)


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