20/08/2012

Pesquisa revela impacto das séries iniciais para crianças de seis anos

Mestrandas em Educação apresentam pesquisa sobre alfabetização

 

As mestrandas Rosinete Costa Fernandes, Mara Luciane da Silva Furghestti e Maria Terêsa Cabral Greco no ANPED SUL

As mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisul campus Tubarão (PPGE) Mara Luciane da Silva Furghestti, Maria Terêsa Cabral Greco e Rosinete Costa Fernandes Cardoso apresentaram pesquisa sobre alfabetização com letramento focada em crianças de seis anos no IX ANPED SUL. O objetivo do trabalho das pesquisadoras é discutir quais são os impactos da implantação de uma nova série para os professores e para as crianças.

Uma Lei Federal de 2006 determinou que o ensino fundamental passasse a ser de nove anos, acrescentando uma série inicial. É essa classe que serve de instrumento de pesquisa às mestrandas. O trabalho foi apresentado na Universidade de Caxias do Sul/RS, que sediou a edição deste ano do seminário ANPED SUL. O evento acontece a cada dois anos e reúne pesquisadores e profissionais da educação da região sul do Brasil.

Para a mestranda Rosinete Costa Fernandes Cardoso, um dos impactos negativos da mudança nas escolas recaiu sobre o trabalho dos professores. “As escolas não estavam preparadas para receber essa nova série. Da mesma maneira, os professores também não”, argumenta Rosinete. “Estamos percebendo que a qualidade da aprendizagem ainda está muito precária. Isso precisa melhorar”, complementa a pesquisadora Mara Luciane da Silva Furghestti.

O trabalho, no entanto, também revela pontos positivos. “Agora, todas as crianças de seis anos estão na escola, porque é lei”, observa Rosinete. Ela defende ainda que, quanto mais cedo o aluno começa a ser alfabetizado, maiores são as suas chances de progresso.

A pesquisa é orientada pela professora doutora do PPGE Leonete Luzia Schmidt. Para ela, a lei também é importante no sentido de fazer com que todas as crianças, sem distinção de classe social, sejam alfabetizadas mais cedo. “Antes, o ingresso da criança de seis anos na escola dependia das creches, onde o acesso muito vezes é restrito, de modo que as crianças de classes sociais mais baixas ficavam de fora”, argumenta.

 

 

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