Pesquisa irá mapear a violência urbana em Porto Alegre
Ocorre nesta segunda-feira (10), o lançamento da pesquisa "Vitimização nas 16 regiões do Orçamento Participativo em Porto Alegre", uma parceria entre a Faculdade de Serviço Social (FSS) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana e Senaspi. A idéia é criar um mapa contendo informações sobre os locais mais vulneráveis a violência na capital, que tipos de crimes ocorrem, quais não são denunciados, entre outras.
As taxas de homicídios, embora consideradas como um dos melhores indicadores da violência, sendo utilizadas em todos os estudos sobre o tema, não permitem identificar a real dimensão da criminalidade. "Um número significativo de crimes cometidos não são registrados na polícia. Este é o caso principalmente da violência doméstica", informa a professora da FSS da PUCRS Patrícia Grossi, coordenadora da pesquisa. Dados coletados em Belo Horizonte, em 2001, por exemplo, informam que em 70% dos furtos, 73% dos roubos e 86% das agressões sexuais ocorridas na cidade, as vítimas não efetivaram registros na polícia.
"A cifra oculta da violência, que é como chamamos este tipo de trabalho, apresentará à população qual a freqüência e a natureza dos crimes contra as pessoas e contra o patrimônio ocorridos em Porto Alegre, registrados pela polícia ou não", antecipa Patrícia. A pesquisa se inicia ainda em abril e até o final de maio já deve contar com resultados. Participam também integrantes do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Violência (Nepevi) e Núcleo de Pesquisa em Demandas e Políticas Sociais (Nedeps) da FSS.
Na solenidade estarão presentes autoridades da Universidade, o secretário municipal dos Direitos Humanos e Segurança Urbana, Kevin Krieger, membros da Brigada Militar, líderes comunitários e de ONGs. A atividade é aberta ao público e ocorre na sala 240 do prédio 15 do Campus Central da Universidade (Avenida Ipiranga, 6.681). Informações adicionais pelo telefone (51) 3320-3546.