08/12/2006

Pesquisa identificará discriminação nas escolas

Por Maria Pereira, do MEC

Pela primeira vez no Brasil, uma pesquisa nacional irá mapear a discriminação no ambiente escolar. A metodologia e os resultados parciais da Pesquisa Nacional de Educação para a Diversidade, realizada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), foram apresentados e discutidos nesta quarta-feira (6), durante o seminário Diferentes Diferenças, que reuniu gestores e educadores de todo o País, na Academia de Tênis, em Brasília.

De acordo com Jorge Teles, diretor de Avaliação e Informações Educacionais da Secad, "a discriminação é responsável por parte significativa das desigualdades observadas no campo educacional". Com o mapeamento da discriminação no Brasil, será possível fundamentar uma nova agenda de política pública para o reconhecimento, o respeito e a valorização da diversidade no ambiente escolar.

A própria mobilização nas escolas para a realização da pesquisa já tem provocado discussões locais sobre preconceito. A escola, hoje, tem discutido o quanto há de discriminação em seu ambiente, salienta Jorge Teles.

Para o diretor do Departamento de Desenvolvimento da Educação Superior, Manuel Palácius, que coordenou a mesa-redonda em que a pesquisa foi apresentada, "é importante poder combinar a área da produção de informação dos problemas com a eqüidade e desigualdade, a participação daqueles que operam as políticas públicas e, ainda, a sociedade civil que se mobiliza para combatê-los".

Metodologia - A pesquisa será dividida em duas fases: levantamento de dados qualitativos, a ser concluída ainda este mês, e dados quantitativos. Com o cruzamento das informações, serão construídos os indicadores para identificar, medir e combater as ações de discriminação étnico-racial, de gênero, de localização geográfica e classe social. Além de Jorge Teles e Manuel Palácius, participaram da mesa-redonda a professora da Universidade de Brasília (UnB) Maria das Graças Rua, consultora da pesquisa, e Liliane Nunes, do Inep.

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