Pesquisa da engenharia busca alternativa energética
Por Adriana Schnell, redação da Pauta Social
Professor orienta acadêmicos do Dom Bosco em Projeto de Iniciação
Brasil, país tropical, Rio, 40ºC graus. O que até agora era enredo de samba-funk ou texto de folder turístico, revelando a realidade climática do país, está sendo desafiado a se transformar em uma necessidade de vida. O calor e o sol - marcas registradas da brasilidade que atrai milhares de pessoas de todo o mundo para o Litoral, para o Pantanal e para a Amazônia nos 365 dias do ano - têm um outro grande potencial a ser explorado: a energia limpa. Pois é o estudo de alternativas energéticas, especialmente a eletricidade produzida com o sol, que reuniu um professor e quatro acadêmicos de Engenharia Ambiental e Sanitária em um Projeto de Iniciação Científica (PIC) da Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre. Desde abril, o professor Geraldo Fulgêncio e os estudantes Thainá Freitas (bolsista PIC), Bruno Soares, Diogo Silveira, Gabriel Mezzomo e Tomaz Silva debruçam-se na busca de literatura e de experiências êxitosas na utilização do sol como fonte de energia.
O objetivo do grupo de pesquisadores é prover comunidades de baixa renda com energia solar, considerada mais limpa e com custos acessíveis. "Além do País estar vivenciando uma séria crise energética sem precedentes, a popularização da energia solar tem um papel fundamental no combate ao aquecimento global", explica o professor-orientador.
O estudo denominado PESQUE (Projeto Produção de Energia Solar em Quantidade Utilizada como Energia Elétrica em Moradias Populares) tem como foco as possibilidades de utilização de recursos naturais no dia-a-dia doméstico de populações de baixa renda. "Nossa finalidade é viabilizar em moradias populares o fornecimento de energia elétrica limpa e, num sentido maior, promover a consciência para a preservação ambiental", garante Fulgêncio. "O Brasil necessita investir em alternativas energéticas."
(Envolverde/Pauta Social)