Pesquisa avalia comunicação de crianças com incapacidade motora
Interfaces robóticas e computacionais medirão a comunicação de crianças com múltiplas deficiências
Itajaí/SC – Crianças com deficiências motoras severas têm poucas chances de exploração ambiental e inclusão social e, por conta desta falta de interação e da dependência de terceiros, conclui-se equivocadamente que elas não podem fazer nada sozinhas. Essa falta de interação com o meio, principalmente nos dois primeiros anos de vida da criança, causa um atraso no seu processo de aprendizagem, se comparado com outras crianças sem deficiências.
Para diminuir essa defasagem, pesquisadores da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) estudam o uso de interfaces robóticas e computacionais para mediar a comunicação de crianças que apresentam deficiência motora e de capacidade de fala. A pesquisa avaliará o uso de comunicação alternativa aumentativa como recursos de tecnologia assistiva, que envolvem o uso de gestos manuais, expressões faciais e corporais, símbolos gráficos e voz digitalizada ou sintetizada para ajudar essas crianças a expressarem suas vontades.
O projeto, desenvolvido em parceria com a Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), está em fase inicial e receberá financiamento no valor de R$ 49 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).
Outras informações: (48) 3281-1559/9102-9107, com Alejandro Rafael Garcia Ramirez, professor do Mestrado em Computação Aplicada da Univali.