Parte da Internet ainda é fonte de propagação e comércio de drogas
Por Paula King, do Aprendiz
Por meio de uma breve pesquisa com as palavras "compra" e "drogas" no site de busca Google é possível encontrar mais de 400 mil referências. Com as palavras "plantar" e "maconha" o resultado é de 165 mil sites.
"É importante ressaltar o conteúdo dessas páginas. A Internet pode ser uma importante e perigosa fonte de propagação e comércio de drogas". A afirmação é da professora titular de Toxicologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Silvia Cazenave. Ela participou do I Congresso da Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas (Abramd) sobre Drogas e Dependências, na cidade de São Paulo (SP).
O evento reuniu educadores, pesquisadores, acadêmicos e profissionais da área para discutir sobre os diferentes aspectos que envolvem a complexidade do problema do consumo de drogas.
Segundo Silvia, a Internet é uma ferramenta que facilita o acesso a informações, mas tal capacidade é muitas vezes mal utilizada. Alguns blogs e e-mails, por exemplo, fazem parte do circuito das drogas pela Internet. "No caso dos blogs, destaca-se a quantidade de informações sobre os diversos tipos de drogas e os efeitos que elas podem causar nos usuários", disse. Para a toxicologista, isso é preocupante, pois são raras as informações que são corretas.
"Os spam mails (mensagem enviadas em massa por remetentes desconhecidos) são conhecidos como divulgadores de falsas verdades". As últimas mensagens mais comentadas são sobre as formas de burlar o teste do bafômetro nas blitz das cidades brasileiras - ação de fiscalização da polícia militar após o início da aplicação da nova lei que não permite que o motorista consuma bebidas alcoólicas.
Contra-ponto
Mesmo diante desse cenário, o potencial da Internet também é utilizado para combater o consumo de drogas. Com as palavras "tratamento" e "drogas" é possível encontrar 1,6 milhões de resultados. Se as palavras forem "prevenção" e "drogas" o resultado é semelhante.
Dentro dessa perspectiva, alguns sites que podem ser consultados com segurança são do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (GREA) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), entre muitos outros.
Além disso, no site Navegue Protegido, da Microsoft, o internauta encontra um conteúdo simples, que o ensina a utilizar a Internet de maneira mais segura.
(Envolverde/Aprendiz)