Parceria para formar professores
Por Cristiane Bonfanti, da UnB Agência
Acordo entre UnB e Universidade Pedagógica de Moçambique
viabilizará intercâmbio de docentes e estudantes
A Universidade de Brasília (UnB) contribuirá para a formação de professores e o desenvolvimento social, científico e cultural de Moçambique. Na manhã de quinta-feira (23), o reitor da UnB, Timothy Mulholland, e o reitor da Universidade Pedagógica de Moçambique, Rogério José Uthui, assinaram acordo de cooperação para viabilizar intercâmbio de professores e de estudantes entre as instituições, além de ações como a participação em palestras, seminários e simpósios e interesse comum.
De acordo com Uthui, Moçambique passa por um processo de expansão do ensino superior. Apenas nos últimos cinco anos, foram criadas cerca de cinco novas universidades públicas. Com o desafio de formar docentes para atuar nessas novas instituições, a Universidade Pedagógica de Moçambique - que atua, principalmente, na formação de professores em todas as áreas do ensino - oferecerá o primeiro programa de pós-graduação a partir de fevereiro de 2008.
É o mestrado em Educação, que qualificará pesquisadores no ensino de áreas como História, Geografia, Matemática e Física. Por isso, a idéia é que docentes da UnB possam contribuir para o desenvolvimento do novo curso. Já na graduação, o acordo será efetivado por meio do intercâmbio entre estudantes. "A parceria entre Brasil e Moçambique é importante porque são países irmãos. Além de ambos terem o português como língua oficial, são próximos culturalmente", destaca o Uthui. "Moçambique é um país querido. Recebemos estudantes de lá há muitos anos, o que também enriquece o convívio na universidade", reforça Mulholland.
Proximidade Cultural - Para o conselheiro da Área de Negócios da Embaixada de Moçambique no Brasil, Afonso Faiela Chambe, essa proximidade facilita o ingresso dos estudantes nos cursos. Além disso, diz ele, torna o processo menos oneroso, já que os alunos não têm de passar por cursos introdutório de língua e cultura, que duram, pelo menos, um ano. "Moçambique está em via de desenvolvimento e o primeiro desafio para sair da pobreza é formar novos quadros. A cooperação contribuirá para esse processo", aposta o conselheiro.
Para planejar as atividades de pesquisa e docência, as instituições organizarão um Plano Anual de Cooperação. No documento - que deve ser elaborado nos próximos meses - constará, por exemplo, o número de vagas para intercâmbio e o período de permanência nos países. A previsão é de que as atividades sejam iniciadas a partir de 2008. Para isso, no entanto, as universidades buscarão recursos em órgãos de fomento à pesquisa, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Crédito da imagem: Cláudio Reis/UnB Agência
(Envolverde/UnB Agência)