Parceria em São Paulo leva o empreendedorismo à universidade
Convênio entre o Sebrae estadual e a Unesp fará com que professores tenham contato com a disciplina Empreendedorismo, que será oferecida aos alunos ainda este ano.
São Paulo - O primeiro resultado do convênio entre o Sebrae em São Paulo e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), assinado no início do ano, ganha forma a partir desta segunda-feira (24). Professores da Unesp estarão reunidos durante cinco dias (de 24 a 28) para aprender os detalhes da nova disciplina a ser oferecida aos mais de 30 mil alunos dos 23 campi da universidade: Empreendedorismo.
O programa da nova matéria foi elaborado pelo Sebrae estadual e propõe dar uma visão de mercado com atitude empreendedora aos alunos. “Mais da metade da população não têm um emprego formal. É bom que os jovens saiam da universidade sabendo que há a possibilidade de eles serem donos de seus próprios negócios”, explica o diretor-superintendente do Sebrae São Paulo, José Luiz Ricca.
De segunda a sexta-feira estarão reunidos em Águas de Lindóia 72 professores, de diversos cursos da universidade, para ter um contato direto com a proposta da disciplina. “Trabalharemos a questão da postura na formação da pedagogia do empreendedorismo, que é diferente de outras disciplinas. O professor não precisa conhecer tudo, mas sim ser bom na criação do ambiente para o desenvolvimento do aluno. Haverá muitas atividades, pouco falatório”, explica Daniel Garcia Corrêa, analista do Centro do Empreendedor e um dos responsáveis pela formulação da ementa.
No primeiro momento, neste segundo semestre letivo, a disciplina Empreendedorismo será optativa para diversos cursos. “Posteriormente queremos adaptá-la para cada um dos diferentes cursos e suas especificidades profissionais”, avalia o professor José Roberto Saglietti, do Departamento de Física da Unesp-Botucatu.
“Essa parceria é o casamento entre a academia e o mercado, com o intuito de contribuir para um futuro empreendedor”, explica Maria Cristina Alves, coordenadora do Centro do Empreendedor do Sebrae São Paulo. A contribuição entre as duas instituições não deve acabar aí. ”Já temos um número expressivo de empresas-júnior, estamos implantando algumas incubadoras. Certamente poderemos contar com a experiência do Sebrae”, avalia Saglietti.