12/09/2008

Pais e professores precisam estar atentos ao Bullying

"Bullying" ou 'bulling' é uma forma de violência escolar.
Vai desde pressão psicológica até a agressões físicas.
São ações que se repetem de forma isolada ou com muita freqüência nas escolas e que utilizam características do estudante para "justificar" as humilhações e agressões.

Para quem nunca ouviu falar no termo inglês bullying (bully quer dizer valentão, brigão), ele é um tipo velado de violência que compreende atitudes agressivas, intencionais, repetidas, sem motivação evidente, causando nas crianças e jovens dor e angústia. São atitudes como gozações, apelidos maldosos e xingamentos que magoam profundamente. Traduzindo ao pé da letra, podemos dizer que o bullying significa intimidação. Ele pode acontecer em todas as idades e classes sociais e não está restrito a nenhum tipo determinado de ambiente. E isso não pode ser encarado como brincadeira de criança. Praticantes do bullying costumam usar expressões grosseiras e ofensivas como porco espinho aos colegas com espinhas, elefantes aos obesos, gaguinho aos que tem dificuldade em falar, e vários outros adjetivos que humilhem os estudantes.

"Dentro das escolas este tipo de violência é quase imperceptível, mas ocorre com muita freqüência gerando tristeza e ansiedade em todos os alunos, mesmo aqueles que não estão envolvidos diretamente acabam por sentirem-se impotentes diante de tais fatos. Um grande problema enfrentado é o fato de eles calarem-se, ocultando o episódio inclusive dos pais", analisa a Orientadora Educacional do Colégio Farroupilha, Sumaia Curço.

Sumaia ressalta que para evitar o bullying dentro das escolas é essencial promover uma parceria entre elas e a família, a fim de que efetivamente sejam encontradas alternativas de ações de respeito às diferenças e de cooperação entre os alunos buscando uma convivência saudável e prazerosa.

Os alunos devem observar regras de convivência e discuti-las com a equipe pedagógica, buscando soluções que respeitem as diferenças de cada um. "Se bem aplicadas, estas medidas contribuirão positivamente para a formação de uma cultura de não violência na sociedade. Quando identificado um autor e uma vítima, ambos devem ser orientados e as famílias alertadas para ajudarem seus filhos, sendo eles agressores ou agredidos", destaca a orientadora que ainda incentiva os pais a estarem presentes quando ocorrer algum chamamento após indentificado esse tipo de ação.

"As crianças e jovens precisam confiar na família e na escola e para tanto estas não devem ficar omissas diante de tais fatos", conclui Sumaia.


(Envolverde/Assessoria)

Assine

Assine gratuitamente nossa revista e receba por email as novidades semanais.

×
Assine

Está com alguma dúvida? Quer fazer alguma sugestão para nós? Então, fale conosco pelo formulário abaixo.

×