29/08/2006

Oficina propõe nova perspectiva para avaliação do desenho infantil na sala de aula

Uma das principais atividades que acontecem em uma sala de educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental é o desenhar, seja com papel e lápis de cor, seja com giz de cera, no chão, na parede ou até na terra. É, assim como o jogo, uma das principais ferramentas pedagógicas que favorece o desenvolvimento da criança, bem como a reflexão do professor sobre sua prática.

Esse é justamente o objetivo do VII Congresso Brasileiro de Psicopedagogia a ser realizado entre os dias 12 e 15 de outubro, em São Paulo. A convidada a trazer luz ao assunto no congresso é Mônica Cintrão França Ribeiro, psicóloga, Professora Doutora na Universidade Paulista, que promoverá oficina destinada a professores. "Avaliação Escolar do Desenho Infantil: apresentação de um instrumento" será o tema central das atividades.

Para Ribeiro, existem três formas de intervir no desenho do aluno na escola. A primeira delas é aquela em que o professor dá ênfase à espontaneidade, não interferindo para não "prejudicar" a criatividade, utilizando como proposta central os desenhos livres. Outra perspectiva é ver o desenho como algo que deve ser aprendido a partir de modelos prontos dados pelo professor, visando apenas o treino de habilidades motoras, muitas vezes em atividades de desenhos mimeografados.

Ribeiro propõe uma terceira perspectiva de análise do desenho, em que o professor, a partir dos estudos de alguns autores*, reunidos por ela em um instrumento, poderá avaliar a produção gráfica da criança e pensar em situações de intervenção para beneficiar seu desenvolvimento gráfico.

O instrumento, como é proposto pela autora para análise do desenho infantil, tornou-se, segundo a psicóloga, o principal recurso para formação de professores em oficinas porque permite organizar a análise de diferenças entre avaliações, organizar procedimentos para avaliação de desenhos e apresentar referência para organização e planejamento de atividades.

"Uma coisa é você acompanhar o desenvolvimento. Outra é você propor situações para que o aluno desenvolva esse desenho. É a idéia de desenvolvimento e aprendizagem caminhando juntos, sempre sob a perspectiva construtivista de Piaget", acrescenta.


*Luquet (1927), Bernson (1957), Lowenfeld (1947), Kellogg (1969) e Iavelberg (1993)

Sobre o VII Congresso Brasileiro de Psicopedagogia

Refletir sobre temas relevantes e conflitantes em que o eixo central seja a aprendizagem. Esse é o objetivo maior desse evento, que traz especialistas nacionais e internacionais, transformando São Paulo na sede mundial da Psicopedagogia nos quatro dias em que se realiza.
Para saber mais acesse http://www.abpp.com.br

Agenda
VII Congresso Brasileiro de Psicopedagogia
Dias 12, 13, 14 e 15 de outubro
Mônica Cintrão França Ribeiro - Dia 14, às 11h
Local: Universidade São Judas
End: Rua Taquari, 546 Próximo ao Metro Bresser
Informações e inscrições: http://www.abpp.com.br ou (11)3361-3056.

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